O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/05/2020
Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente ao mau comportamento e à crescente agressividade no cenário escolar, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além do despreparo familiar, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim hodierna. A priori, pontua-se que, conforme a Lei da Inércia, promulgada pelo físico britânico Isaac Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado até que forças opositórias sejam aplicadas sobre ele. Dessa forma, depreende-se que a má conduta e os elevados índices de violência vigorantes no ambiente educacional somente serão enfrentados mediante atuação contrária, de maneira a mitigar tal deletéria configuração. No entanto, para isso, faz-se imprescindível a participação familiar, que corresponde à principal instituição educativa e formadora de caráter, pois está em contato direto e longínquo com o cidadão em formação. Assim sendo, com o despreparo dos parentais quanto à transmissão dos valores necessários à vida em sociedade, evidencia-se a cerne de comportamentos desrespeitosos dirigidos aos companheiros de classe, professores e demais funcionários das entidades de ensino. Outrossim, a adoção, por estudantes, de condutas agressivas e não condizentes com o ambiente escolar focaliza, também, ineficiências governamentais quanto à gerência do sistema educativo perpetuante. Nesse contexto, evidencia-se a teoria da Educação Bancária, orquestrada pelo antropólogo brasileiro Paulo Freire, que defende a precariedade do processo de ensino em vigor no Brasil hodierno. Sob essa perspectiva, a construção educacional é falha, pois basei-se na simples deposição de conhecimentos e, assim, o discente apenas assimila o conteúdo transmitido na ausência do incentivo à autonomia pensante. Dessa forma, são formados indivíduos acríticos e a incorporação de princípios defensores do respeito é prejudicada, visto que a formação educativa é superficial. Logo, medidas são vitais à dissolução do mau comportamento e agressividade dos alunos no meio escolar. De início, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) deve, mediante a realização de palestras televisionadas e regidas por educadores, conscientizar a família sobre a relevância desta para a formação moral do estudante a fim de que o comportamento respeitoso torne-se rotina no ambiente educativo. Ademais, é mister que o Estado, a partir da promoção de cursos periódicos profissionalizantes, qualifique a didática do ensino e, assim, potencialize a aprendizagem e transmissão de valores para que o progresso proposto por Edison seja, finalmente, atingido no Brasil.