O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/05/2020

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 a 15 anos já sofreram violência no ambiente escolar por parte de seus colegas. Dessa forma, é irrefutável afirmar que existe uma agressividade e mau comportamento entre os alunos. Sendo assim, isso decorre da falta de uma formação familiar adequada e equilibrada, o que acaba por fomentar a violência dentro das escolas, principalmente o bullying.

A priori, a terceirização da educação dos filhos pelas famílias faz com que as crianças e adolescentes cheguem ao período escolar sem uma formação prévia e saudável, o que é um problema. Nesse âmbito, de acordo com a Constituição Federal de 1888, a educação é papel da família e da escola. Logo, a estrutura familiar tem fundamental relevância no desenvolvimento psicológico e intelectual dos filhos, entretanto, a mesma, por terceirizar a formação destes, ou seja, responsabilizar apenas a escola como educadora, não os forma corretamente. Dessa maneira, os alunos entram na fase escolar sem princípios básicos de educação, que deveriam ter sido ensinados pelos seus genitores, e acabam por não respeitar os seus professores, o que gera o mau comportamento e agressividade dentro das escolas.

Consequentemente, essa falta de formação familiar ocasiona a violência dentro do ambiente escolar, principalmente as intimidações. Nesse contexto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 7,4% dos alunos sofrem algum tipo de bullying. Sendo assim, essa violência psicológica caracterizada pela frequência com que é praticada é muito disseminada dentro do ambiente escolar e pode chegar a se tornar física. Logo, ações como essa devem ser devidamente punidas, pois colocam em risco a saúde mental dos educandos. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para a resolução desse problema,

Diante disso, o Ministério da Educação deve conscientizar a estrutura familiar da importância de sua participação no desenvolvimento dos seus filhos. Logo, devem realizar palestras nas quais especialistas provem a eficácia da educação por meio da interação da família e da escola. Para que assim, a família esteja presente no processo formativo de seus filhos. Ademais, as escolas devem punir os alunos que tiverem mal comportamento, com punições mais severas como medidas socioeducativas, para que assim, menos jovens sofram violência no ambiente escolar.