O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/05/2020

Segundo o pedagogo brasileiro Paulo Freire, o papel da educação é inquietar as pessoas, tornando-as cidadãs conscientes e questionadoras. Entretanto, o cenário irônico e atual encontrado nas instituições de ensino, apresenta o que o especialista mais critica: a educação bancária, a qual consiste em ter o aluno como um receptor dócil e o professor cujo conhecimento detém exclusivamente. A postura negligente dos responsáveis -em casa e na escola- aliada ao bullying, acaba gerando alunos mau comportados e agressivos em todos os níveis da educação.

No filme Escritores da liberdade, é possível enxergar de maneira clara não somente o que acontece em muitas escolas brasileiras, mas também medidas necessárias para a resolução do mau comportamento estudantil. Por não se verem incentivados -seja pelos pais, professores ou gestores-, uma turma de alunos rebeldes deixa-se levar por caminhos ruins e com poucas perspectivas de futuro promissor, a saber, drogas, vandalismo e roubos. Nesse meio tempo, surge no colégio uma professora empenhada em mudar -com sucesso- o destino desses jovens por meio da escrita. Logo, vê-se que intervenções assim também são urgentes no mundo real.

Além da falta de assistência daqueles que são fundamentais na formação educacional, outro fator inflamante na agressividade dos alunos, é o bullying e seus desdobramentos. Por exemplo, no livro Extraordinário, a autora escancara de maneira franca a situação vivida por Auggie -protagonista com diversas deformações na cabeça-, o qual vive um pesadelo ao ter que frequentar a escola e não ser aceito do jeito que é por seus colegas. A obra representa de modo empático a realidade vivida por muitos estudantes, os quais acabam por desenvolver comportamentos agressivos e violentos -parecidos com o do personagem ao entrar numa briga-, que têm raízes no bullying realizado por pessoas próximas a eles, muitas vezes por outros colegas da mesma sala.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A fim de melhorar os desempenhos comportamentais e cognitivos dos alunos, o MEC deve junto ao MS, realizar programas que unam psicólogos e pedagogos para instruírem ao palestrar e conversar, os responsáveis a estar mais presente e a par da situação dentro do colégio. Outrossim, as escolas devem criar projetos os quais unam os estudantes, usando uma metodologia -disfarçada de brincadeiras- cuja empatia e respeito sejam os pilares que construirão cidadãos mais ajuizados e tolerantes. Outrossim, a mídia deve fazer campanhas contra o bullying nas plataformas de comunicação, buscando atingir o máximo de pessoas possíveis e alertando-as para o perigo de ser vítima ou presenciar este mal. Dessa forma, as escolas serão um local de interesse pelo educando e ele se sentirá feliz, seguro e realizado em estar lá.