O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 14/05/2020

No ano de 2019, ocorreu um episódio assustador em uma escola em São Paulo, onde um aluno entrou armado e atirou em professores e acadêmicos, esse ataque foi de grande repercussão e ficou conhecido como ‘‘o ataque de Sizenando’’. Infelizmente, tais comportamentos e agressividade tornam-se crescente em ambientes escolares. Desse modo, esse aumento da violência revela a atual situação da educação brasileira que tem como principais agentes causadores a falta de investimento governamental no que tange a psicólogos em ambiente escolares e a reprodução de cenas vivenciadas pelo ente.

A priori, é fundamental pontuar que a falta de profissionais, combatentes da violência estudantil, é uma das causas propulsoras para a crescente falha comportamental entre os jovens em ambiente escolar. Nesse caso, é possível perceber que no Brasil, os limitados investimentos governamentais em disponibilização de especialistas da área de psicologia em escolas, principalmente públicas, é algo raro, o que perpetua com episódios de violência nas escolas e ao não acompanhamento dos violentados, o qual pode acarretar outros problemas. Esse fato é exemplificado na série ‘‘13 Reasons Why’’ onde há um personagem chamado Montgomery de La Cruz que é aluno de uma escola norte americana onde pratica bullying e agride outros acadêmicos. Tal episódio é análogo a situação das escolas no Brasil,  pela falta de suporte suficiente para lidar com tais eventos.

Concomitantemente a isso, observa-se que há vários casos em que adolescentes reproduzem nas salas de aulas um comportamento agressivo gerado por transtornos psicológicos graves sofrido dentro de seus próprios lares. Tal vertente, é evidenciada na série de TV ‘‘Outer Banks’’, no qual o personagem JJ Maybank reflete o abuso que recebe de seu pai no ambiente escolar, gerando condutas agressivas entre os seus colegas. Nesse sentido, toma-se como base o pensamento do filósofo Pierre Bourdieu, que afirma que existe na sociedade a interiorização da exterioridade e a exteriorização da interioridade, ou seja, de que as pessoas tendem a reproduzir o que elas vivenciam, sendo assim, algo problemático para a sociedade.

Destarte, para que a mau conduta e a agressividade não continuem crescentes no ambiente escolar, é necessário que o MEC em parceria com o Ministério da Saúde e o Governo Federal, invista mais em profissionais do comportamento, como os psicólogos nas escolas, que podem promover palestras sobre bullying, violência doméstica e dessa maneira ajudar os discentes  a superar essas problemáticas e consequentemente evitá-las. Pois, só dessa forma, haverá como evitar tragédias tal como o ataque de Sizenando.