O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 13/05/2020
Em um contexto filosófico, segundo o pensador Foucault, as pessoas possuem necessidades interligadas, biologicamente, psicologicamente e socialmente, caso uma delas falhe em questão, todas as outras serão prejudicadas. Nessa perspectiva, o mau comportamento e a agressividade que crescem em alunos, em um ambiente escolar brasileiro, são resultados de tal problemática que garante tanto possíveis desinteresses no ensino, que se resultarão na sua saída precoce, quanto a marginalização desses alunos ao terminarem seus estudos.
Em primeira análise, de acordo com a pensadora Hannah Arednt,a sociedade tende a comparar o mal com o bem, tornando-o banalizado. Por isso, muitos julgam a saída de um indivíduo de sua escola por motivos banais, sem que seja necessário olhar o contexto social e entendê-lo. Essas causas vão desde a apresentação de condições financeiras graves, ou até mesmo o desvio do indivíduo para o crime, por pensar em enfrentar uma vida mais fácil e justa, segundo ele. Contudo, infelizmente, isso tem como base na apresentação de comportamentos incoerentes em sala de aula, representados na falta de respeito com os profissionais de educação que lhes orienta. Nessa situação, tais alunos que possuem esse tipo de comportamento são, muitas das vezes, ignorados, taxados como “casos perdidos”, ou seja, sem solução que resulta, posteriormente, em sua saída da escola por opção.
Em segunda análise, de acordo com o pedagogo Paulo freire, em seu livro “Pedagogia do Oprimido”, a realidade de um país se resume em grupos opressores, aqueles que controlam a sociedade da forma que querem, e os oprimidos, pessoas que seguem as regras ditadas pelos seus líderes, sem se questionarem. Pensando nisso, quando se há uma quebra dessa corrente, provocada por determinadas agressões, dentro de uma instituição de ensino, o aluno, possível oprimido, se ver liberto de uma teoria de controle social, a escola, no qual terá uma falsa sensação de liberdade e mostrará isso como resposta em ações violentas, que distinguirão sua personalidade fora dela também. Tudo isso característico de um individuo marginalizado socialmente. Tais violências vão desde psicológicas, quanto físicas que afetam, principalmente, professores e mestres, pois possuem maior contato com esses alunos, resultando, assim, na expulsão ou saída da instituição por conta própria, o que não resolverá tal comportamento em um meio social.
Observa-se, portanto, que o governo, em conjunto com o Ministério da Educação, promova melhorias em investimentos na educação do país, fator esse que determinará a realidade brasileira, por meio de verbas necessárias na ampliação do conhecimento educacional e especializações dos profissionais que envolvem a área, por meio de cursos profissionais, para que, assim, o país se torne mais consciente.