O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão da violência nas escolas do Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e essa problemática persiste ligada à realidade do país. A partir desse contexto, é necessário discutir a crescente violência dentro das escolas brasileiras, bem como a omissão do Estado no combate a essa agressividade.
Em primeiro lugar, é importante destacar o papel da educação no combate a essa temática, já que, assim como preconizado pelo educador brasileiro Paulo Freire, se a educação não pode transformar uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda, evidenciando o poder transformador da educação. No entanto, percebe-se que a quantidade de notícias relacionadas a casos de violência e preconceitos nas escolas vem ganhando certa notoriedade nas manchetes de jornais. Isso ocorre, devido à ausência de uma educação expansiva e de qualidade dentro das escolas brasileiras, e até mesmo no ambiente familiar.
Em segundo lugar, percebe-se que a ausência de uma educação expansiva e de qualidade fere o direito cidadão à educação, bem como à segurança social prevista na Constituição Federal de 1988. Esse problema está associado à indiferença governamental, a qual impera contra o Contrato Social explicitado por Thomas Hobbes, filósofo. Tal acordo aborda que o Estado deve fornecer uma vida segura e digna aos seus civis em troca do cumprimento de alguns deveres por aqueles. Dentro disso, quando esse poder restringe uma parcela de cidadãos a uma educação de qualidade, ele “inviabiliza” sua liberdade para agir de forma cidadã, pois não obtém o apoio que deveria do governo, assim, isso se torna mais uma questão política e enfraquece a confiança da população na autoridade para qual confiou sua vida.
Portanto, para resolver esse impasse, é necessário que o Estado, por ter o dever de proporcionar uma vida digna ao cidadão, amplie a educação de qualidade à todos os seus civis, por meio da criação e introdução de projetos educacionais dentro das escolas, promovendo palestras educacionais e conscientizadoras, com a finalidade de induzir o aluno a ser alguém tolerante, e que tenha atitudes que visem o bem comum, e não o contrário.