O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 14/05/2020

De acordo com o portal G1, o Brasil está em primeiro lugar no ranking da violência contra professores. Visto isso, é possível destacar que o mau comportamento e a agressividade é crescente no ambiente escolar brasileiro no qual os alunos não são acompanhados de modo eficaz e os educadores sofrem a maior consequência. Assim, a ausência da assistência familiar e escolar com a criança e o descaso com a vítima e o agressor é um revés a ser enfrentado.

Em primeira análise, segundo o provérbio africano, “para educar uma criança é preciso toda uma aldeia”, ou seja, é necessário que além da escola, a família, o Estado e a sociedade esteja presente nesse processo de civilização. Desse modo, o comportamento agressivo do aluno pode ser derivado por uma série de acontecimentos, tais como uma atitude disfuncional praticada em casa chamada de  “síndrome do imperador”, em que o indivíduo estabelece suas vontades sobre a autoridade dos pais e não está habituado a ser repreendido. Logo, ao ser advertido na escola pelo professor, o aluno reage com violência. Além disso, problemas familiares, estresse e a ausência da família na vida escolar também são fatores que acarretam nesse problema.

Em segunda análise, sob a concepção do filósofo Michel Foucault, o indivíduo é um ser biopsicossocial e, na esfera psíquica, a saúde mental é de fundamental importância. Outrossim, o descaso com a vítima e o agressor e o despreparo das escolas nos casos de violência atinge a vida psicológica dos envolvidos. Isso acarreta no abandono da carreira pelos profissionais da educação devido ao estresse pós-traumático da situação e a banalização do aluno acerca do que é certo e errado sem um acompanhamento psicológico adequado para ambos. Assim, a correção do mau comportamento no ambiente escolar é dificultada e a agressividade torna-se mais predisposta a ocorrer novamente.

Portanto, para que os casos de rebeldia e violência escolar seja minimizada, é necessário que o Ministério da Família conscientize a sociedade no processo educacional dos filhos por meio de campanhas, palestras e propagandas na mídia, meio de maior influência, a fim de auxiliar no processo de educação do indivíduo em casa e na escola. Ademais, o Ministério da Educação prorrogue nas instituições escolares um regimento específico com a obrigatoriedade da presença de profissionais da área psicopedagógica preparados para essa situação para que, assim, o descaso com a vítima e o agressor seja reduzida.