O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 14/05/2020

Hannah Arendt, filósofa alemã, exalta o termo “A banalidade do mal”, no qual expõe que o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro e cotidiano pela sociedade. Ao trazer para o cenário brasileiro, observa-se a mesma situação descrita pela autora, desta vez inserida no contexto escolar, visto que há uma normalização do mau comportamento e agressividade de parte significativa dos alunos dessas instituições de ensino. Desse modo, faz-se necessário analisar a importância da prevenção e da intervenção sobre a violência nas escolas e como este ato implica na educação brasileira.

A priori, sabe-se que a indisciplina nas escolas pode ser um impasse na educação do brasileiro, ela tem se manifestado de diversas maneiras, como no desrespeito de estudantes com professores e colegas, na violência física e/ou psicológica, ademais no preconceito e bullying. Essas, por conseguinte, corroboram a importância de não tolerar a mau conduta desses indivíduos em questão, pois esses comportamentos podem reverberar negativamente sobre agressor e também sobre a vítima. Diante disso, cabe lembrar que um em cada três jovens de 13 a 15 anos já sofreram violência por parte de seus colegas de escola, segundo estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Dessa forma, entende-se que imprescindível intervir essas agressões e previni-las com uma parceria família-instituição, para que elas não causem maus impactos na vida desses alunos.

Outrossim, é conveniente recordar-se que a má conduta e agressividade de alunos nas escolas brasileiras prejudicam diretamente aprendizagem dos envolvidos e a coletiva nesse ambiente de estudos. Isso confirma uma educação cada vez mais deficitária. Dessa forma, cabe enfatizar que o mau comportamento dentro das salas de aula, toma 20% dos tempos das aulas. Ou seja, é gasto um dia por semana apenas para lidar com a indisciplina de alunos, afirma estudo sobre “Indisciplina nas Escolas” da Universidade de Coimbra. Nessa perspectiva, observa-se a necessidade das instituições estabelecerem estratégias nas quais singularizem o respeito e o bom comportamento, por intermédio da interação coletiva para  bem comum.

Depreende-se, portanto, a relevância de ações que minimizem significativamente a indisciplina crescente de estudantes nas escolas no Brasil. Para que isso ocorra, faz-se imprescindível a parceria do Ministério da Educação e do Ministério Público ao promover palestras nas escolas, ministradas por psicopedagogos e mestres em educação, com o intuito de apresentar formas dos pais e professores prevenir e intervirem de forma correta sobre alunos indisciplinados, para minimizar esse mau comportamento. Além disso, é fundamental que não haja tolerância sobre a agressividade, para isso não influenciar na aprendizagem coletiva, por meio de sanções definidas pela administração escolar.