O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
Na série “Todo mundo odeia o Chris” são retratados episódios constantes de agressões sofridas pelo protagonista no ambiente escolar. Fora da ficção, o mau comportamento e a agressividade crescente por parte dos alunos na escola revelam imbróglios para a realidade brasileira. Desse modo, verifica-se que essa situação conflituosa decorre da carência de estratégias punitivas eficazes, bem como advém, também, do sentimento revanchista de vítimas de “bullying”.
De antemão, percebe-se que o mau comportamento e a crescente agressividade no ambiente escolar são frutos de um sistema educativo de punição ineficaz. Nesse sentido, destaca-se a teoria da “Mortificação do eu”, do filósofo Erwing Golfman, em que é afirmado que é dever de certas instituições suprimir comportamentos ameaçadores do convívio social. Nessa lógica, torna-se evidente a afirmação de que a carência de eficácia nos mecanismos punitivos nos colégios do país é o que cultiva, também, a permanência de atos violentos nesses locais de ensino. Nessa ótica, chega-se à conclusão de que o papel educacional das escolas não se restringe ao campo informativo, mas também ao âmbito social, de modo a maturar a sociabilidade no indivíduo.
Além disso, infere-se que o sentimento revanchista gerado pela banalização da prática do “bullying” em ambientes escolares é outro fator que influencia a crescente agressividade nesses locais. Nesse âmbito, destaca-se o episódio ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro, em que um aluno, motivado pelo esgotamento decorrente das frequentes violências sofridas, foi autor de um massacre em uma escola. Consonante a isso, verifica-se que atitudes violentas geram outras ações agressivas, o que deixa evidente que para alcançar um eficaz convívio pacífico nos colégios esse ciclo de ódio deve ser quebrado.
Portanto, fica evidente que o mau comportamento e a agressividade crescente são impasses que devem ser atenuados. Logo, cabe ao Ministério da Educação efetivar a eficácia nas punições para tais comportamentos, aconselhando as escolas a aplicarem práticas comunitárias no ambiente escolar como castigo, rompendo laços com o tradicionalismo ineficaz. Também, é dever das instituições colegiais findar o ciclo revanchista de atos violentos, por meio de aulas de sociologia que exponham a necessidade de acabar com o “bullying” e adotar um convívio social pacífico. Assim sendo, a mortificação de um “eu” agressivo e uma sociabilidade plena serão atingidas nesses locais de ensino.