O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 27/04/2020
Em meados de 2019, em São Paulo, um professor de educação física foi agredido por um aluno dentro da escola estadual Maria de Lourdes Silveira no município de Piracicaba. Nessa conjuntura, o mau comportamento e a agressividade de alunos são bastante recorrentes no ambiente escolar. Tal panorama decorre, precipuamente, devido a violência escolar e a insuficiência de instrução familiar.
Em primeira análise, evidencia-se que a violência no âmbito escolar é motivada, especialmente, pelo “bullying”. Nesse ínterim, na Teoria da Banalidade do Mal a filosofa Hannah Arendt, define a maldade banal como uma prática sem culpa, uma vez que os indivíduos não percebem um hábito errôneo e tendem a perpetuá-lo. Sob esse viés, é possível enquadrar a prática do “bullying” promovida nas escolas na teoria da intelectual, visto que frequentemente os estudantes não possuem conhecimento acerca dos atos, como a violência física e verbal e a discriminação, e as consequências dessas atitudes. Dessa forma, essas ações ocasionam crescente mau comportamento e a agressividade dos alunos, além de propiciar traumas psicológicos.
Em segunda análise, cabe salientar que a escassez de formação oriunda do recinto familiar é um agravante para a promoção de atitudes inadequados nas instituições de ensino. Nesse contexto, a série “Full House”, retrata, em uma cena, Danny, pai de Michelle, ensinando valores sobre comportamentos para a filha. Fora da ficção, essa realidade não é vivenciada por inúmeras famílias, em face da ausência de conhecimento acerca da importância de princípios para a educação dos filhos. Desse modo, a carência de instrução no ambiente familiar favorece condutas inapropriadas dos indivíduos nas escolas, dado que não dispõem de instruções em relação ao assunto.
Portanto, fazem-se necessárias ações a fim de combater os acréscimos de atos impróprios no ambiente escolar. Nesse sentido, cabe as escolas, como unidades formadoras, promover palestras e atividades acerca da questão da violência no âmbito acadêmico e os seus efeitos, por intermédio de psicopedagogos e psicólogos com o fito de atenuar os crescentes casos de mau comportamento e fomentar a empatia. Ademais, é dever do Estado, junto à mídia (emissoras televisivas e redes sociais), realizar campanhas publicitárias com conteúdos pertinentes sobre a relevância da formação dos cidadãos na esfera familiar, por meio de especialistas da área com o escopo de informar e estimular a educação com o objetivo de que casos como o de Piracicaba não sejam frequentes na sociedade.