O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 29/04/2020
No filme brasileiro “Vêronica”, são comentados os desafios e perigos que uma professora sofre em meio a violência da capital Rio de Janeiro. Entretanto, é evidente que, atualmente, os perigos retratados no filme não mais se restringem para fora das salas de aula brasileiras, colocando em risco a saúde de professores e alunos. Tal problemática decorre não só da disseminação excessiva da violência nas redes comunicativas diversas, mas também devido à gama de problemas psicológicos que afetam a sociedade moderna.
Primeiramente, é importante comentar o papel da mídia como um agente de banalização da violência atualmente. A esse respeito, de acordo com Hernani Vieira, ex-repórter policial, a grande maioria das emissoras televisivas brasileiras utilizam da publicação frequente de atrocidades para obter maiores índices de telespectadores. Sob tal óptica, considerando a mídia como um grande agente social coercitivo - seguindo pelo discurso do sociólogo Durkheim -, o contato periódico e regular com programações violentas tende a alterar a perspectiva da população, fazendo com que esta considere diversas atrocidades - como agressão e homicídio - apenas como acontecimentos normais e cotidianos. Nesse sentido, diversos alunos e professores tendem a banalizar as pequenas atitudes violentas que, com o tempo, podem tomar dimensões alarmantes.
Ademais, vale comentar o papel dos problemas psicológicos como participantes do impasse em questão. Acerca dessa perspectiva, tomando como base o pensamento do sociólogo alemão Max Weber sobre a burocracia, a impessoalidade se tornou um mecanismo para garantir a eficiência e organização nas diversas empresas e instituições públicas que buscam obter capital na atualidade. No entanto, os indivíduos, para se adequar e sobreviver em meio a tais mudanças, tiveram que abandonar e secularizar diversas práticas que envolviam prazeres e crenças individuais, processo que gera a depressão e psicose. Dessa forma, como relatado pela psicóloga Ana Carolina, muitos alunos, ao adquirirem essas mazelas, tomam comportamentos violentos e inconscientes que promovem a agressão escolar.
Com base nos fatos discorridos, vê-se a necessidade de medidas que controlem a violência no meio escolar. Para tanto, a ANATEL, em parceria com o Poder Legislativo, deve, por meio de acordos com as grandes empresas televisivas e a aprovação de leis na Câmara dos deputados, estabelecer o tempo máximo de 3 horas para emissão de programações com teor violento e substituir o período residual com gravações, de psicólogos e psiquiatras, dando dicas para manter sanidade mental. Dessa maneira, diferente do exposto em “Verônica”, a violência não será banalizada e a saúde mental, preservada.