O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 01/05/2020

Em uma escola no Texas, EUA, nove estudantes e um professor morreram por tiros de um estudante, no dia 18 de maio de 2018. Nesse mesmo dia, estreou a 2° temporada de “13 Reasons Why”, que, para a surpresa dos telespectadores, desenha a rota de eventos até um tiroteio em Liberty High: Tyler Down, excluído, estuprado e sozinho, desenvolve um desejo irracional de vingança. Fora das telas, atos de violência nas escolas brasileiras têm crescido exponencialmente, injustificáveis, mas advindos de fatores como a cultura do bullying e a instabilidade emocional adolescente.

Primordialmente, é válido pontuar o bullying como motivo da revolta dos adolescentes no ambiente escolar. Na série britânica “Sex Education”, retrata dois garotos, Adam o “valentão” e Eric, um dos únicos meninos gays da escola, Adam agride, xinga e rouba os pertences de Eric sempre que o encontra, a série é marcada pela violência do bullying e constituída também por homofobia. Além disso, não tão distante da ficção, cenas como essa, são retratadas diariamente nas escolas e constantemente sem as providências corretas da direção da escola, o que favorece as agressões físicas entre alunos. Evidencia-se, portanto, que é notório a imperiosa problemática supracitada.

Ademais, deve-se explicitar que considerável parcela da sociedade não busca reverter a instabilidade emocional dos jovens. Tal esforço advém de uma despreocupação dos professores em exigir demais dos alunos, que não possui um emocional estável. De acordo com o filósofo Jean-Jacques Rousseau, “O homem nasce bom e a sociedade o corrompe”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente corrompido, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o coletivo.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar é imprescindível para a construção de uma sociedade mais educada. Nessa lógica, é imperitivo que o Governo destine verbas para projetos de conscientização dos jovens, nas escolas, por meio de palestras com coach, com o intuito de dissolver esse mal e de gerar adolescentes livres de suas questões emocionais, levadas para o âmbito escolar. Só assim será possível que casos como das séries “13 Reasons Why” e “Sex Education” não venham a acontecer.