O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 11/05/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, garante a todo cidadão o direito à vida digna e repudia qualquer ato que fere a condição humana. Todavia, no Brasil, é cada vez maior o número de casos de mau comportamento e episódios agressivos contra profissionais da educação, prejudicando outros alunos e todo corpo escolar. Tais atos têm origem tanto na passividade dos pais que não impõem limites nos filhos, quanto na crescente onda de violência no país, a qual afeta majoritariamente a classe mais baixa.

A priori, o que se observa no mundo atual são pais cada vez mais ausentes, que se sobrecarregam no âmbito laboral e, como consequência, não possuem tempo de ensinar aos filhos sobre regras de ética e moral para se conviver em sociedade. Sendo assim, segundo o sociólogo Mário Sérgio Cortella, a escola tornou-se um local de salvação, na qual os professores e pedagogos devem fazer o trabalho de ensinar conteúdos de matérias e, além disso, impor limites e regras sociais. Dessa forma, o que ocorre é a chegada do aluno com mau comportamento, sem saber que deve agir com educação, tendo atitudes grosseiras que desrespeitam tanto professores, quanto os demais colegas de classe, tendo que ser moldado e ensinado pelo professor, quando na realidade esse papel deve ser desenvolvidos pelos familiares que convivem com ele.

Em segunda análise, a agressividade de alguns estudantes é explicada pela violência crescente no Brasil, a qual faz a classe mais baixa vítima de recorrentes casos de hostilidades. Assim, de acordo com o filósofo Aristóteles o homem é essencialmente sociável, o que o leva a interiorizar que o meio em que convive é o certo a seguir. Nessa lógica, os alunos - principalmente adolescentes - buscam identidade para que se incluam em um grupo social e, o que encontram é a violência como forma de se impor diante dos demais para se encaixar em algo. Logo, o pensamento do adolescente é que episódios violentos o farão ser aceito, uma vez que é a única forma que ele enxerga ao redor dele, o que faz com que a recorrência seja frequente e faça dos alunos e professores vítimas.

Em vista disso, para reduzir o mau comportamento e a agressividade existente no âmbito escolar, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com empresas privadas, realizar propagandas em horários comerciais sobre a importância da presença dos pais no desenvolvimento saudável do homem, além de disponibilizar terapias no âmbito laboral uma vez por semana, para explicar como o ambiente escolar sofre com a ausência familiar. Somado a isso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve oferecer psicólogos capacitados para lidar com a agressividade dos alunos e apoiá-los para que melhorem sua capacidade de sociabilizar, para que assim todos gozem do que garante a DUDH.