O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 13/05/2020
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), a educação é um processo que deve preparar para o mundo do trabalho e para o convívio social. Entretanto, as escolas têm enfrentado o crescimento de casos de mau comportamento e de agressividade, situação essa que compromete a efetivação da LDB.
Dessa maneira, cabe pontuar a distância familiar na educação escolar e a ineficiência do viés punitivista
aplicado aos alunos como causas desse crescimento.
De início, a não cooperação entre família e escola é o primeiro motivo do aumento do mau comporta-
mento e da agressividade dos alunos. Isso ocorre porque muitos pais ainda não entendem a educação como um trabalho colaborativo desses pilares, pois as condições pessoais e familiares do filho impactam diretamente no seu convívio escolar. Por conseguinte a isso, há um distanciamento, por parte dos responsáveis, da educação formal, o qual é notório no não comparecimento às reuniões ou no não interesse sobre a vida escolar do aluno. Tal conjuntura é analisada por Mário Sérgio Cortella ao tratar a mídia como corpo docente, desde a infância, em função da terceirização da educação pelos pais, o que
prova deficiente construção do elo entre aluno, responsáveis e escola. Assim, a pouca coesão entre tais agentes não permite a resolução eficiente do mau comportamento e da agressividade nas escolas.
Em segundo lugar,além do distanciamento entre família e instituição educativa, o modelo punitivista de educação é causa do crescimento de comportamentos não saudáveis dos alunos. Isso advém da ineficiência dessa estrutura em resolver tais conflitos de modo amplo, pois ela não permite que o aluno seja tratado empaticamente. Em vez disso, visa a apenas moldar o comportamento sem estimular a consciência humana do educando. Em consonância com isso, Michel Foucault analisou o sistema de “vigiar e punir”, no qual escolas, cadeias e manicômios objetivavam apenas disciplinar corpos inadequados, mas sem criar sujeitos dotados de autonomia; essa realidade se encontra difundida no processo educativo brasileira e porém prova sua ineficiência frente ao aumento do mau comportamento e da agressividade. Logo, outros modelos de resolução precisam ser adotados no ambiente escolar.
Em suma, diante do crescimento do mau comportamento e da agressividade na escola, o Governo Federal deve estabelecer a obrigatoriedade do comparecimento de responsáveis às reuniões escolares por meio de lei, a qual contará com dispensa mais cedo do trabalho e rematrícula mediante presença do responsável em pelo menos 75% na reuniões, objetivando melhor comunicação entre família e escola. Somado a isso, o Ministério da Educação deve oferecer cursos online às escolas por intermédio
de aulas e dinâmicas com psicólogos e pedagogos sobre como lidar com comportamentos inadequados com empatia e eficiência, a fim de alterar o modelo punitivista e criar alunos com consciência.