O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/05/2020
É previsível que algumas pessoas ao sentirem sua liberdade ameaçada tendam a reagir de forma violenta.Com base nesse argumento,o filósofo Michel Foucault considera o modelo, existente no Brasil, das escolas muito semelhante ao funcionamento das prisões.Nesse sentido, fica mais acessível entender o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar.Portanto, entender a origem desse cenário,torna-se de extrema importância para alterar essa triste realidade.
A priori, saber o que leva os alunos ao mau comportamento e -em alguns casos- à agressividade no ambiente escolar tanto com outros alunos, quanto com professores é uma das formas de achar uma solução para esse problema.Visto que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional (LDB) afirma que a educação é um processo formativo, cuja responsabilidade não se detém somente na escola, mas na presença da família também. A realidade,então,mostra-se bem diferente quando muitos pais depositam como papel dela produzir gênios e pessoas prontas para viverem em sociedade, sem atribuir parte da responsabilidade para si.Também,mostra-se diferente quando -raramente- se interessam em saber se o rendimento do aluno é suficiente para obter nota máxima e realizar cursos que dotam de bastante prestígio, tratando-os como máquinas que possam gerar lucros, assim como dizia o pedagogo Paulo Freire ao se referir sobre a educação bancária -que não se preocupava com os fins práticos daquele conhecimento obtido.
Além disso, a frustração que é gerada quando alguns alunos não atingem o rendimento esperado podem levá-los a agir de forma violenta com outrem. Isso, quando eles dotam de uma infraestrutura básica para uma educação eficaz, como a estrutura social citada também pelo filósofo Foucault, quando ele afirma que o homem é uma estrutura biopsicossocial e precisa que todas essas esferas sejam asseguradas para assim, viver em harmonia.Dessa forma, torna-se importante também entender os mecanismos que mantém as escolas desse jeito.Assim, a adoção do modelo cívico-militar só endossa a tese de que elas se assemelham às prisões, como o adotado em SP pelo governador João Doria,segundo o site da Veja.
Medidas, pois, que atenuem essa triste realidade dos alunos no ambiente escolar são dever, principalmente, do Estado. Portanto, cabe a ele às universidades federais assistir psicologicamente os alunos e professores, a fim de tratar a agressividade e mau comportamento existente. Além de o Estado, assistir as comunidades carentes por meio de projetos públicos que proporcionem a diminuição do abismo social existente, principalmente na educação. Para que sonhos de jovens, futuro da nação não sejam aprisionados por suas grades curriculares.