O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/05/2020
Todo professor sabe o quanto é precioso cada minuto de aula para o processo educativo de seus alunos. No entanto, muito embora o ambiente escolar seja projetado para oferecer educação e conhecimento, é natural perceber que o próprio público-alvo não possua tal discernimento. O mau comportamento dos estudantes nos institutos de educação tem se tornado cada vez mais frequente, atingindo níveis absurdos de violência. Assim, é imperioso haver uma reflexão acerca dessa mazela social.
Neste sentido, os dados divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) demonstram que o Brasil é o país em que mais se utiliza o tempo de aula para manter a ordem na classe, cerca de vinte por cento do tempo total. Analisando essa informação, percebe-se que a indisciplina e o comportamento agressivo de alguns alunos frente às regras escolares deixam de ser casos isolados e se transformam em um verdadeiro problema social. Sob esse ponto de vista, é nítido observar que não apenas o tempo consumido para aplacar esse tipo de conduta prejudica a formação de um grupo inteiro de indivíduos, como também a própria situação pode ser nociva na educação coletiva.
Em contrapartida, não se pode esquecer que o mau comportamento dos alunos nas escolas, bem como a conduta agressiva são causados por diversos fatores advindos dos responsáveis pelo processo educativo. Não obstante a sociedade tenha evoluído de forma súbita nas últimas décadas, pouco se tem aplicado tal evolução na formação dos indivíduos. Se por um lado se observa no ambiente escolar brasileiro um processo de aprendizagem ultrapassado, por outro, vê-se a crescente “terceirização da educação” da família perante as escolas. Como bem assevera o filósofo Mário Sérgio Cortella e o psiquiatra Içami Tiba, a escolarização é apenas parte da educação, devendo o ato de educar os valores morais e éticos ser da própria família do aluno.
Destarte, pode-se concluir que é possível atenuar e até mesmo aplacar a má conduta dos alunos em ambientes escolares ao reformular o processo formativo destes. Para isso, é essencial que o Ministério da Educação intervenha e reformule na base da educação das escolas, capacitando os professores e atualizando-os quanto ao processo pedagógico viável e correto para ensinar e estimular a disciplina dos alunos desde o início da formação. Além disso, é fundamental que os institutos educacionais tenham um canal de comunicação constante com a família desses alunos para que haja a conscientização do verdadeiro papel da escola e da família na educação dos estudantes.