O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
O filme “Carrie, a estranha” retrata a história de uma jovem, na qual é perseguida por seus colegas de classe por ser considerada estranha. Carrie, como muitos jovens que sofrem por tais práticas consideradas como bullying, por falta de auxílio acabam recorrendo a medidas trágicas. Saindo da ficção e entrando para a realidade, é imprescindível afirmar o quão absurdo é o crescimento de práticas violentas protagonizados por alunos em ambientes escolares. Visto isso, é essencial a discussão sobre a seguinte questão, a fim de mostrar as indevidas consequências que esse mau comportamento pode acarretar, além da necessidade da correta difusão de meios com o intuito de combatê-lo, para assim, uma melhor convivência em um lugar que tem um grande papel na sociedade, a escola.
Em primeira análise é importante avaliar que, de acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística, uma publicação em 2015 mostrou que cerca de 7,4% dos estudantes sofrem bullying em ambientes escolares, e se sentem frustrados com isso. Com base no que foi mencionado, é notório a inapropriada situação que alguns alunos são submetidos, o que além de causar sérios danos a saúde e ao desenvolvimento escolar, pode ocasionar problemas em manter relacionamentos, depressão, e em casos mais graves pode ocorrer o suicídio. Em virtude disso, é fundamental a presença obrigatória de profissionais pedagógicos e da saúde mental em ambientes de ensino, com atividades que visem garantir o bem-estar social, além de auxiliar os estudantes em seus problemas emocionais.
Em segunda análise é indispensável pontuar que, segundo o site Veja, o novo governo do ano de 2018, pretende implantar em 216 escolas até 2023, o modelo cívico-militar, que tem como finalidade, a responsabilidade supervisionada apenas por militares. Em concordância com o que foi dito, é evidente que a supervisão de agentes de segurança são essenciais para quaisquer âmbitos de ensino, porém, a base do bom comportamento é referente ao adequado ensino e a fonte educação, que tem como função ser concebido por profissionais especializados, por meios de palestras realizadas em escolas, trabalhos com a interação familiar e de sociedade, com o intuito de propagar a correta forma de lutar contra as agressividades nas escolas.
Destarte, urgem as devidas medidas feitas pelo MEC, Ministério da Educação, por meio da obrigatória implantação de profissionais pedagógicos, e especialistas da saúde, como psicólogos, auxiliados pelo Ministério da Saúde, em todos os ambientes escolares, a fim de realizarem atividades e palestras em todas as redes de ensino, com a interação de toda sociedade, com a ação de garantir o extermínio dos maus comportamentos e da grande violência presente em tais locais, proporcionando o bem-estar social em um lugar que tem um grande papel no crescimento e na comunidade em geral.