O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/05/2020
O educador Mario Sergio Cortella ao dizer que “A escola passou a ser vista como um espaço de salvação”, reflete que as famílias brasileiras estão responsabilizando as escolas para a educação integral dos seus filhos, confundindo escolarização com educação. Porém, a educação do individuo é de responsabilidade tanto da vida familiar quanto das instituições de ensino, sendo ambos necessários para o pleno desenvolvimento da personalidade indivíduo. Com isso, surge a questão do crescente mau comportamento dos alunos no ambiente escolar, que persiste intrínseco a realidade brasileira, seja pelo preconceito ainda frequente ou pelo mau convívio social.
Em primeira análise, o pai da psicanalise Sigmund Freud, refletiu que na vida psíquica do indivíduo o outro entra em consideração como modelo, objeto, ou adversário. Sendo esses dois últimos, motivos de violência verbal e física na fase infantil, mais frequentes no ambiente escolar. Ademais, o bullying nas escolas na sociedade hodierna é frequente no mundo todo, fruto da má educação vinda da família do aluno, em que não se ensina o respeita ao próximo e o individuo se acha superior aos demais, praticando a ignorância - falta de informação e conhecimento-.
Em segunda análise, a mentalidade é formada pela família, escola e principalmente pela sociedade, comprovando o conceito de habitus de Pierre Bourdieu “A interiorização da exterioridade e a exteriorização da interiorização”. Com isso, o convívio social do individuo reflete em suas atitudes no ambiente escolar, se a criança convive com a violência em seu ciclo social, essa violência sera praticada pelo mesmo na escola.
Portando, medidas são necessárias para a extinção da violência verbal e física nas escolas. O ministério da educação deve promover em todas as escolas publicas e particulares do país, palestras semanais para alunos da educação infantil ao ensino médio, com educadores pedagógicos que tratem de assuntos sobre o respeito ao coletivo e financiar visitas dos alunos á comunidades carentes para praticarem a solidariedade.