O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/05/2020
No universo da Marvel o Homem-aranha salva constantemente a cidade de perigos inimagináveis, evitando que os índices de violência subam alarmantemente. Analogicamente, é a violência escolar brasileira, no entanto não há o Homem- aranha para contribuir na diminuição desses eventos na sociedade. È fato que no mundo contemporâneo é um grave problema na sociedade, pois os jovens além de ser agressivos com os próprios alunos, praticam essas violências com os professores também. Dessa forma, é importante debater a negligência das escolas e a falta de diálogo dos familiares sobre esses atos violentos.
Em primeira análise, no quadro “Abaporu” de Tarsila de Amaral, o personagem principal é desproporcional. Enquanto seus pés ocupam quase totalidade da tela, sua cabeça representa apenas uma pequena parte. Semelhante a arte é a educação brasileira em relação à agressividades dos alunos. Enquanto o conteúdo técnico ocupa total interesse da escola, a preocupação com a relação social dos alunos e professores ocupam apenas uma pequena parte. Essas instituições têm um papel fundamental na vida desses jovens. Naturalmente, as escolas não apoiam os alunos que passam por esses problemas, e além disso não oferece nenhum tipo de punição para os alunos que praticam o ato agressivo. Dessa maneira, os alunos continuam a agir de forma violenta.
Em segunda análise, segundo a pensadora Hannah Arendt, existe uma “banalização do mal”, o pior mal é aquele visto como algo no cotidiano. Partindo desse pensamento, a falta de informação dos familiares sobre as consequências de violências escolares acarreta na falta de diálogo. Certamente, essa falta de diálogo produz uma banalização do mal que passa a ser sutil e automático por parte desse agressor e a vítima.
Entende-se, diante do exposto, a real necessidade de ações governamentais que garantam que a lei puna todos os tipos de violência , além da instalação de centros de acolhimento com professores especializados. Cabe à sociedade, em parceria com os familiares e com as escolas, instruções sobre consequências sobre a violência escolar. paralelamente à isso, a família deve fazer sua parte, acompanhando o comportamento e desempenho dos filhos no ambiente escolar e, apoiando-os quando necessário.