O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
De acordo com os fundamentos de Platão, na Antiguidade Clássica, a Educação deveria ser algo acessível a todos os cidadãos. E, apesar de “cidadania” ser algo compreendido apenas para uma parcela da população clássica, na atualidade, ela tornou-se um direito inerente à condição humana, o que trouxe a expansão para todas as camadas sociais. Porém, o mau comportamento e a agressividade no ambiente escolar vem crescendo à cada dia, o que traz à tona as dificuldades enfrentadas pelos professores que advém de problemas de autoridade em sala de aula além da falta de diálogo existente entre o ambiente escolar e os familiares, tornando a escola um ambiente hostil.
Não é de hoje que a sociedade convive com os problemas de mau comportamentos escolares, no entanto, o nível de agressividade dos alunos em relação aos professores vem aumentando conforme a disseminação de valores errôneos se ampliam. Assim, para avaliar a causa dos conflitos escolares trazerem certo grau de violência, é fundamental que ocorra a assimilação de que os maus costumes, ofensas e modos depreciativos advém — na maior parte dos casos — da própria família, trazendo como consequência a reprodução de hábitos desrespeitosos para a classe educacional, o que pode ser explicado pela filósofa Hanna Arendt como “Banalização do Mau”, pois quem reproduz tal absurdo é incapaz de enxergar seus efeitos. A partir disso, as ações podem desaguar consequências como a violência verbal e física além do mau estar gerado na convivência entre alunos e professores.
Entretanto, além dos maus costumes associados à falta de respeito, um desafio que torna o ambiente escolar conturbado é a falta de autoridade familiar em conjunto com a escolarização estudantil. Pois, de acordo com Mário Sérgio Cortella, educador e filósofo, a família confunde o que é educação com escolarização, deixando o papel de fomentador de valores apenas para a Instituição de Ensino. A partir disso, é compreensível que tal situação desagua em efeitos maléficos como a falta de senso de hierarquia na sala de aula, trazendo como consequência os conflitos gerados entre alunos e educadores, o que poderia ser amenizado se a educação se tornasse conjunta entre família e escola.
Para que o mau comportamento associado à agressividade diminuam de forma gradativa, é fundamental que o Ministério da Educação em junção com as Escolas Privadas e Públicas realizem palestras de consciencialização de maneira didática como forma de estabelecer um canal de diálogo mais eficaz entre os pais e a escola. E ainda, sendo necessário que a Mídia, configurada como Corpo Docente ainda por Mário Sérgio Cortella, passe a desempenhar um papel de fomentador através de campanhas e publicidades para que a Sociedade aos poucos se adapte à ideia de que a educação é papel da família e portanto, o aluno é uma construção social entre os dois ambitos.