O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/05/2020

Na obra “A coluna partida” (1944), a pintora Frida Khalo apresenta seu autorretrato em um momento difícil de sua existência, destacando, metaforicamente, uma mensagem de resiliência apesar de todo o seu sofrimento. Logo, pode-se tomar sua resistência como elemento inspirador para se enfrentar, por exemplo, a agressividade de alunos no ambiente escolar, já que, diante desse impasse, ser resistente é fundamental. Nessa perspectiva, é interessante analisar essa questão no Brasil.

Inicialmente, compreende-se que o Poder Público apresenta-se inerte ao permitir a agressividade nas escolas. Isso porque existe uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta instruir os estudantes sobre o fim de práticas violentas, como o “bullying” contra outos semelhantes, o que vem a prejudicar o direito à igualdade. Portanto, nota-se que o Estado não garantiu o bem-estar de toda a população, demonstrando, desse modo, a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo John Locke.

Além disso, enfatiza-se que a agressividade de alunos nas escolas é consequência dos preconceitos que existem na sociedade. Sabe-se, pois, que historicamente o professor tem sido marginalizado, o que se explica a partir da crença, transmitida culturalmente, de que ele provoca tal violência, desconsiderando, porém, que o educador só está realizando o que lhe foi ordenado e ensinado. Com isso, observa-se a consolidação dos estudos do filósofo Friedrich Nietzsche, os quais apontam que a falta de conhecimento deturpa a realidade.

Ressalta-se, em suma, que a agressividade no âmbito escolar deve ser superada. Primeiramente, é necessário ao governo implantar campanhas nas escolas contra o “bullying”, visando a garantir a segurança e a convivência sadia estudantil. Ademais, é fundamental investir em apoio psicológico para os jovens aprendizes, para que eles não venham a aplicar sua ira em um profissional da educação, garantindo a segurança destes. Logo, a resiliência não deve permanecer em “A coluna partida” (1944).