O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/05/2020

No filme “Escritores da Liberdade”, uma turma com alunos rebeldes e sem vontade de aprender são rejeitados pela escola até a chegada de uma professora que usa diferentes métodos de ensino, fazendo-os superar seus problemas pessoais e aprender valores como tolerância e respeito. Saindo do cinema, percebe-se uma problemática que também existe na realidade: as situações familiares dos alunos influenciam nos seus comportamentos e isso reverbera em agressividade e má conduta em sala de aula.

Em uma primeira observação, é preciso considerar que a questão familiar são o principal fator que altera a conduta do adolescente. Ao levar em consideração a maior ida das mulheres ao mercado de trabalho devido ao crescimento da tecnologia e da liberdade na sociedade moderna, a instituição familiar perde cargo central, mas não educativo, pois, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o papel educacional é dever da família e do Estado. Por isso, o enfraquecimento familiar ocasiona num desequilíbrio na relação casa-escola, provocando maior peso nos colégios para formar o indivíduo humanamente.

É necessário analisar, consequentemente, que, devido a esse desequilíbrio, muitas vezes a escola não consegue atingir inteiramente o indivíduo, o que ocasiona na possibilidade de desenvolver comportamentos agressivos. Ao sair do fato de que o objetivo atual dos colégios é formar o adolescente academicamente, a vivência individual de cada indivíduo é em sua maioria ignorada. Desse modo, a indiferença ao sentimento do aluno, tanto pela família quanto pela escola, reverbera num aluno desinteressado e, caso seja reprimido, poderá recorrer à violência. Prova disso, encontra-se no caso de agressão em uma escola de Minas Gerais em que o aluno - que sofria de depressão e não conseguia tratamento - foi repreendido pelo professor, e, como represália, jogou uma caixa em sua cabeça.

Portanto, é preciso combater o mau comportamento e a agressividade do corpo discente no Brasil. Para isso, é fundamental que o Estado e a família se juntem no processo educacional da criança. Nesse intuito, o Ministério da Educação deverá destinar verba para a contratação de psicólogos para as instituições escolares, no intuito de discutir as questões pessoais de cada aluno. Aliado a isso, a família precisará dar educação doméstica a esses jovens por meio da participação na vida escolar e da repreensão de suas condutas quando necessário. A partir disso, será possível que os alunos de hoje sejam como os do filme e aprendam sobre tolerância e respeito.