O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/05/2020

Em um cenário escuro de destruição bélica, um candeeiro aceso simboliza a ideia de esperança. Essa é a imagem presente na tela “Guernica” (1937) do pintor Pablo Picasso. É possível associar essa mensagem otimista com o mau comportamento e a agressividade dos alunos no Brasil, já que, por mais ‘‘obscura’’ que se encontre esta questão, ela pode ‘‘iluminada’’ e, por conseguinte resolvida. Nesse prisma, cabe analisar essa questão no país.

Inicialmente, nota-se que o Poder Público mostra-se negligente ao permitir esse crescimento, principalmente no ambiente escolar. Isso porque existe uma falha no processo de investimento financeiro, uma vez que faltam verbas que impede a ampliação da grade curricular desses indivíduos, por exemplo, a inclusão dos profissionais na área de saúde, relacionado à mente humana, o que dificulta a consolidação do direito básico a educação. Sendo assim, vê-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, demonstrando, dessa forma, a ausência de consolidação dos princípios fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988.

Ademais, enfatiza-se que a estagnação diante da falta de educação no âmbito escolar é um reflexo da ‘‘sociedade do cansaço’’ típica da contemporaneidade. Como prova disso, verifica-se a exaustão na luta individual em prol, por exemplo, da fiscalização estatal, posto que falta inspecionar,  com mais rigor, a efetivação do ordenamento jurídico que prevê a família como um dos meios de instrução aos princípios básico de juiz e valor, o que compromete à integridade moral desses estudantes. Tomando como base os estudos do filósofo Byung-Chul Han para explicar esse contexto, pontua-se que, em virtude da cultura contemporânea de enfrentamento dos problemas existentes de maneira solitária, as pessoas tendem ao esgotamento físico e mental adotando, por consequências posturas inertes.

Infere-se, portanto que a violência nas escolas deve ser combatida. Logo, é necessário, reivindicar do Estado, debates em audiências públicas, investimento financeiro na alteração sobre a grade curricular básica de ensino, priorizando a melhoria no processo de entendimento sobre o comportamento dos alunos diante do ensino-aprendizagem, com o objetivo de promover conteúdos pautados na realidade dessas pessoas  por meio do diálogo. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas, feitas pelas escolas, juntamente com a família, sobre a importância de se adotar uma postura não resignada perante tal problemática, potencializando assim, o desenvolvimento do senso crítico dos brasileiros e, consequentemente, a permanência dos estudantes, nas escolas com atitudes diárias mais civilizatória.