O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/05/2020
Paulo Freire afirmava que, “quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é ser o opressor”. De maneira análoga, esse pensamento evidencia a atual realidade dos ambientes escolares, já que a presença de alunos com mau comportamento e com ações agressivas nas salas de aula tem crescido constantemente. Tal fato deriva da ineficácia das políticas públicas e da falta de instrução domiciliar. Logo, torna-se fucral analisar a questão em pauta.
A princípio, a ineficiência das políticas públicas tem sido um fator contribuinte para a propagação da situação em questão. Nesse sentido, enquanto o Estado permanecer inerte mediante o mau comportamento dos alunos e não existir um processo educacional mais efetivo com ênfase na formação moral do estudante, essa só se agravará. Dentro dessa perspectiva, segundo o escritor Aldous Huxley, os fatos não deixam de existir só porque são ignorados, o que traduz o cenário da educação e seus problemas diante da gestão governamental, esquecida. Assim, medidas devem ser efetuadas para que isso seja mudado.
Outro ponto que merece destaque é a falta de instrução domiciliar, o que favorece ainda mais a disseminação da discussão pautada. Nesse contexto, os pais por terem a maior “culpa” sobre o comportamento de seus filhos, servem como exemplo para eles. Dessa forma, de maneira infeliz, em muitas casas crianças acabam por presenciar cenas agressivas entre seus progenitores, o que as levam a reproduzi-las no ambiente escolar. Sob esse olhar, de acordo com o ditado popular, costume de casa vai a praça, esse, analogamente, retrata a influência que o ambiente em que o indivíduo se encontra possui nas suas ações. Por isso, atitudes necessitam ser tomadas para que a situação se contorne.
Infere-se, portanto, que a questão acerca do mau comportamento e da agressão crescente por parte dos alunos no ambiente escolar, deriva de ineficientes políticas públicas e da falta de instrução domiciliar. Com isso, o Ministério da Educação, que tem por função assegurar a sociedade no desenvolvimento, deve inserir na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) encontros mensais, por meio de palestras, com psicopedagogos, para que assim as crianças tenham acesso a formação moral e coloquem-na em prática. Além disso, é necessário que o MEC também oferte encontros mensais para os pais, por meio de reuniões com a presença de psicólogos especializados na área da educação, para que eles tenham as orientações necessárias para agregar na formação educacional de seus filhos e passem a ser verdadeiros exemplos para eles. Sendo assim, a situação estará atenuada.