O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 14/05/2020

Na série “Baby” a personagem Ludovica , interpretada por Alice Pagani, é vítima de violência verbal no ambiente escolar, ela é ofendida com comentários sobre seu cabelo, tais como, “cabelo de cuia” e “franjinha”. Isso retrata não só a ficção, mas sim, a realidade de muitos jovens que são atingidos pelo mau comportamento e a agressividade crescente de seus colegas dentro de escolas. Ademais, brutalidades como essas causam danos mentais em jovens agredidos, além disso, professores também enfrentam inúmeras intimidação dos mesmos.

Em primeira análise, pesquisa realizada, em 2015, pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ) afirma que 7,4% sofrem bullying e/ou agressão física e 19,8% já praticaram esse mau comportamento com os demais no âmbito escolar. Esses dados mostram o quanto jovens são prejudicados por “brincadeiras” ofensivas e são atingidos mentalmente pelas mesmas, ocasionando, distúrbios psíquicos que os induzem a ingressar em um mundo de prostituição, drogas e criminalidade. Ademais, muitos adolescentes não suportam tais ofensas e sobrecarregam-se, e, para diminuir esse sentimento, causado por colegas de escola, optam por auto-mutilação e em outros casos mais graves  eles escolhem o suicídio, que os mesmos afirmam ser a única forma de cessar como os comentários que os machucam psicologicamente.

Em segunda análise, o livro “O professor sob-pressão – Prevenção e enfrentamento da violência no ambiente de trabalho”, escrito pela autora Cecília Maria Martins Farias, relata histórias vivenciadas por especialista e mostra meios para evitar esses acontecimentos de ferem a relação entre profissionais e alunos. Essas ligações de afetividades são em poucos casos saudáveis, pois, a maioria dos jovens enxergam seus educadores como um objeto de ensino e os tratam de maneira hostil e agressiva, estabelecendo ser comum a discussão entre os mesmos dentro da sala de aula. Contudo, a brutalidade por parte dos jovens é algo construído pela família, que os educa de maneira incorreta e os induzem, indiretamente,  a desrespeitar o educador e a agredi-lo fisicamente e mentalmente.

Portanto, se faz necessário que as instituições de ensino conscientizem aos agressores a cessar com comentários que prejudicam colegas mentalmente , por meio de palestras , debates e conversas com psicólogos e profissionais da saúde, para que diminuam os números que vítimas de agressões físicas e bullying que cometem auto-mutilações e suicídios. Ademais, é primordial que o Ministério da Educação desenvolva projetos que melhorem a relação entre mestre e alunos, por meio de aulas ilustrativas, rodas de debates e momentos com pais, filhos e educadores, com finalidade de haver mais ligações de afetividades saudáveis entre professores e alunos.