O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
O alarmante óbice tangente à realidade educacional brasileira é revelado pelas lacunas que provocam um efeito negativo à sociedade. A violência, dado o mau comportamento e a crescente agressividade dos alunos no ambiente escolar, são fatores imprescindíveis que necessitam serem avaliados. Destarte, é fructal o combate a essa conjuntura e para tal, urge a mitigação de dois fomentos: a ausência do vínculo entre a família e a escola, bem como a falta de políticas assistencialistas ao corpo discente.
Em primeira instância, o filósofo John Locke, afirma que o ser humano é como uma tela em branco, predisposta a influências. Tal raciocínio corrobora a linha maléfica do mau comportamento que os estudantes podem obter que, infelizmente, discorre no ambiente escolar, visto que passam a maior parte do tempo confinados. Isso ocorre porque há a ausência do vínculo concreto e efetivo da família com a escola que pontuem o desenvolvimento da conduta deles. Desse modo, torna-se inviável a coexistência pacífica dos bons modos, uma vez que a educação familiar tem o alto potencial de moldar o comportamento no tocante ao respeito às alteridades, o que contribui para a formação de cidadãos íntegros.
Somado a isso, é vital ressaltar a negatividade da inexistência de assistências psicológicas aos estudantes. Isso paira na série “13 Reasons Whey”, da Netflix, que narra fielmente à realidade atual por meio da Hanna Becker, que sofre na escola em que estuda o bullying e outros tipos de violência que culminam no seu suicídio. Mesmo fora do tablado da ficção é a nível óptico que essa violência ainda persiste nos colégios. Tal infortúnio acontece pela inoperância governamental, apontando a falta da introdução de aparatos psicológicos aos discentes, com vista ao acompanhamento para que, dessa forma, haja a redução dos 7,4% dos casos de bullying nas escolas, segundo o MEC, em 2018. Logo, o Estado deve garantir, sob esse viés, espaços de lapidação dessa competência essencial à vida.
Portanto, para cessar o mau comportamento, bem como a agressividade dos alunos nas escolas, é necessário que o MEC, em parceria com os colégios, evidencie a importância do vínculo entre a escola e a família. Para isso, deve haver reuniões periódicas e efetivas, e a criação de cartilhas que pontuem os fatos já supracitados. O objetivo é estabelecer, de forma conciliável, o encargo para que o jovem seja de modo benéfico, influenciado na tela em branco, como afirmou Locke. Ademais, o Estado, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia, conceda o aparato emocional aos alunos. Assim, deve impor profissionais dessa área, a fim de acompanhá-los. Somente assim, haverá mais um cidadão íntegro à realidade educacional.