O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
A escola passou a ser vista como um espaço de salvação,” – Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro em entrevista ao Estadão, em 2014. Assim se faz, visto que a escola passou a desempenhar o papel dos pais: educar e ensinar. Todavia, o crescente aumento dos casos de violência escolar e a carência no cumprimento das leis contra agressão, torna-se um fator preponderante à atual situação.
Nesse contexto, a violência escolar tem se manifestado de diversas maneiras: ataques violentes armados, agressão física, intimidações psicológicas, tais como o bullying, preconceito, questões de gênero e religião. De acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 à 15 anos já sofreram violência por parte de seus colegas. Além do mais, a grande quantidade de influencias externas ocasionadas pelo ambiente familiar, pelos meios de comunicação e pela própria sociedade, induzem o aluno a cometer atos violentos.
Por conseguinte, , a carência no cumprimento das leis contra agressão também é um fator preponderante. Sob a lógica, da filosofa Hannah Arendnt a essência dos direitos humanos é o direito a ter direito. Diante dessa perspectiva, é necessário lembrar que a ineficiência das leis brasileiras é um fator que nega aos professores os seus direitos assegurados pela Constituição Federal, fazendo com que se sintam desprotegidos e desamparados caso sejam expostos a agressões verbais ou físicas. Fazendo assim, com que as leis brasileiras não sejam verdadeiramente validas.
Contudo, tendo em vista os argumentos apresentados acerca da violência escolar, é de suma importância que o Estado, juntamente com o MEC ( Ministério da Educação e Cultura), crie medidas, como a implementação de palestras e fóruns sobre o tema, a fim de conscientizar os alunos e pais sobre o danos provocados por esse ato e o seu combate. Construindo, assim, uma sociedade onde todos se sintam respeitados, uma vez que ” a violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota, – Jean-Paul Sartre, filósofo francês.