O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 04/05/2020

No Oriente, nota-se a tradição de tratar os mais velhos com respeito, principalmente os professores, já que eles são os responsáveis pela educação, muito prezada pelos asiáticos. Ademais, além de as taxas de agressão de professores serem baixas, os altos investimentos de países, como a Coreia do Sul, em extinguir o “bullying”, contribuíram para amenizar ainda mais o mau comportamento dos alunos. Todavia, essa realidade não é vista em todos os países, inclusive no Brasil, logo, os casos de agressão são persistentes, principalmente, em instituições públicas, nas quais a maioria dos alunos são violentos por influência do meio em que vivem.

A princípio, no filme “Preciosa”, há a representação de um ambiente escolar não muito distante do encontrado em diversos colégios públicos, em que os alunos são alvos de agressões físicas e psicológicas só por não se encaixarem no padrão vigente. A exemplo disso, a protagonista da película é vítima de gordofobia e racismo, situação comumente encontrada em instituições educacionais. Esse constante preconceito é responsável por graves consequências às vítimas, as quais são acometidas por distúrbios mentais, como a depressão, e são levadas a situações extremas, entre elas o suicídio.             Outrossim, deve-se analisar a origem do comportamento dos agressores. Sobre isso, a principal explicação é a influência trazida do meio em que vivem, o que constitui um determinismo, já que os jovens só reproduzem o que veem ao seu redor. Assim, na periferia, segundo o álbum " Sobrevivendo no Inferno", dos Racionais MCs, o uso de drogas, o desrespeito e a violência são os padrões que predominam sobre a população. Com isso, os alunos que estão inseridos nesse meio podem ser responsáveis pela manutenção do “bullying” nas escolas, bem como, pelo desrespeito aos professores.

Destarte, mudar o ambiente que está determinando o caráter dos jovens é inviável, pois é algo enraizado historicamente, logo, soluções que impeçam que esses indivíduos reproduzam somente os comportamentos ditados pelo seu meio de origem são necessárias. Primeiramente, as escolas devem protagonizar projetos lúdicos e gratuitos sobre ética e cidadania, os quais devem ser financiados pelo Estado e por instituições particulares envolvidas nesse assunto, com o fito de difundir conhecimentos sobre os comportamentos corretos e não preconceituosos, que todos devem ter e iniciar uma mudança na mentalidade dos alunos. Além disso, as instituições educacionais devem disponibilizar psicólogos treinados para lidar com as vítimas, bem como, com os agressores para evitar consequências severas e analisar as causas de tal situação, o que impedirá que isso se repita.