O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 04/05/2020

Um problema que vem sendo debatido nos últimos anos é a violência dentro das escolas, esta varia desde agressão aos colegas até a violência contra algum professor ou funcionário. O que muitas pessoas não levam em consideração é que esses tipos de comportamentos, podem não ser revertidos com punições. Visando apenas a rede pública de ensino, onde são relatadas essas situações com mais frequência, podemos tirar algumas conclusões.

O bullying, o isolamento, as ofensas, tudo isso, se torna motivo para que, alguns adolescentes vejam a agressão, sendo verbal ou física, uma, ou a única, maneira de se resolver e lidar com aquela situação e por isso muitas pessoas, até mesmo os profissionais da área da educação, não sabem como lidar com um estudante que chega nessa fase, taxada como difícil. Visando um melhor comportamento, algumas escolas adotam as punições, como suspensão ou expulsão, mas nem sempre essa decisão é a melhor a ser tomada. Qualquer pessoa que tem atitudes agressivas, o melhor é dar a opção de um espaço com um profissional para que ela possa ser ouvida, levando em consideração que, na maioria das vezes, a coordenação da escola pode não ser o espaço mais adequado para o estudante resolver esses conflitos.

Não obstante, no dia 11 de Dezembro de 2019, o atual Presidente da República Jair Bolsonaro, promulgou a LEI Nº 13.935, que diz que, “Dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica”, ou seja, as escolas da rede pública devem disponibilizar um profissional da área de psicologia, no qual, os alunos devem ter acesso, e este, ser um local para que os mesmos se sintam acolhidos e possam conversar sobre o que os incomodam, e dessa forma, os jovens não tenham que assimilar as novidades da adolescência sozinhos.

Por fim, também podemos concluir que, além de um profissional da área de psicologia, a escola deve oferecer a conscientização sobre a gravidade do bullying e de outras atitudes de racismo e preconceito. Outra iniciativa são os debates sobre o assunto, para que os estudantes tenham um momento para expressarem suas opiniões, emoções e contar alguma experiência que sirva de moral para os colegas repensarem em suas atitudes. Qualquer decisão deve ter o apoio das famílias, para que o trabalho de conscientização continue em casa.