O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 06/05/2020

Atualmente, a Educação no Brasil tem sido um tema bastante complicado de se debater. O Sistema Educacional brasileiro se divide em escolas públicas e particulares, as quais seguem caminhos distintos, apesar de terem, por obrigação, ser um só. A Educação, um direito de todo cidadão, não vem recebendo seu devido valor nas escolas brasileiras. Episódios de desrespeito aos educadores estão sendo cada vez mais frequentes, e uma das medidas que estavam sendo cogitadas em serem tomadas, é a inclusão de militares entre educadores nas escolas brasileiras, tornando-as escolas cívico-militares.

O Presidente Jair Bolsonaro, eleito em 2018, teve como uma de suas principais propostas, a escola cívico-militar, que insere os militares como monitores, nas áreas: educacional, didático-pedagógica e administrativa. Contudo, tal proposta gerou e continua gerando diversos debates, e, de acordo com o Portal MEC, a meta do governo é implantar esse sistema em 216 escolas até o ano de 2023, sendo, em cada ano, 54 implantações. Porém, para muitos, a Educação não terá uma reforma eficaz em relação à disciplina, pois não é ação intimidadora de militares que irá resolver a situação.

A Educação tem seu principal foco nas escolas, mas a disciplina é algo que vai muito além do ambiente escolar, e sim, para a vida toda. Os casos de indisciplina nas escolas são diferentes, e nem todos são resolvidos na base da repressão. Relembrando o caso de um professor que foi agredido por um aluno de 12 anos, na Escola Marlene Pereira Rancante, em Belo Horizonte, Minas Gerais, a decisão tomada pelo educador e por toda a equipe da escola, seria ampliar o diálogo entre as famílias dos alunos e as escolas, fazendo com que, unidas, possam fazer episódios desse tipo, não se repetirem. Mas, se o caso de determinado estudante não ser resolvido através de conversas e seguimento de regras, sejam elas na escola, em casa, ou em qualquer ambiente, seria uma medida útil recorrer os profissionais da saúde da área da psicologia.

Portanto, a escola cívico-militar é um sistema que somente seria cabal ao intimidar alunos, e não em discipliná-los para a vida toda. O diálogo, entre outros meios de incentivo, seriam as maneiras mais convenientes de ensinar a uma criança ou adolescente a como serem pessoas melhores no futuro, seguindo um caminho de compreensão e aprendizados produtivos.