O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 06/05/2020
A famosa obra cinematográfica ‘‘Precisamos falar sobre o Kevin’’, ganhadora de vários prêmios, aborda a questão do problemático adolescente Kevin. O garoto recebia inúmeras reclamações de professores e, no estopim de uma crise, provocou um atentado em sua escola, matando funcionários e alunos. O assunto abordado no filme faz parte de uma realidade vivenciada por muitas instituições de ensino, vítimas da agressividade dos alunos nesse ambiente. Dessa forma, é necessário que exista um debate e uma análise mais ampla a respeito do tema em prol do bem-estar social.
Nesse contexto, sabe-se que as escolas brasileiras possuem caráter expressivo no que tange à hostilidade nesse tipo de local. De acordo com dados de uma pesquisa divulgada pela Agência Brasil em 2019, 81% dos estudantes e 90% dos professores souberam de casos de violência nas escolas estaduais de São Paulo. Além disso, no mesmo ano ocorreu o massacre em Suzano, onde uma dupla de ex-alunos matou oito pessoas dentro de um colégio. Em face dos fatos, é inegável a existência de uma visão resistente e negativa dos alunos perante o ambiente de aprendizagem, diretamente relacionada à infraestrutura lastimável desses lugares e ao investimento quase inexistente do Estado na área. Prova disso foi o decreto assinado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL), que cortou 1,44 bilhões de reais do setor educacional.
Consequentemente, diante de uma zona precária e inapropriada para ensino de qualidade e bom convívio entre alunos e professores, ocorre a configuração do quadro atual. Os estudantes se tornam mais agressivos como um reflexo do estado do próprio meio, segundo os relatos da Teoria psicanalítica desenvolvida pelo cientista alemão Sigmund Freud. Assim, a manutenção desse cenário contribui significativamente para o surgimento de problemas relacionados à criminalidade e à baixa escolaridade da população por conta da ausência de oportunidades, formando uma sociedade não somente ignorante, como também vítima do descaso estatal.
Assim, medidas são necessárias para a resolução do impasse. É responsabilidade do Governo Federal investir em programas escolares e culturais, mediante redirecionamento de verbas e financiamento de projetos afins. Ademais, compete a ONGs especializadas, grupos engajados e agentes midiáticos disseminar informações sobre o tema, por meio de vídeos informativos, debates regrados e campanhas ministradas em redes sociais e televisivas. Por fim, é dever da população pressionar o Poder Público para a efetivação das reinvidicações, através de manifestações pacíficas e abaixo assinado com exposição de dados. Tais medidas serão realizadas a fim de minguar casos de violência nas escolas, amenizar comportamentos agressivos de alunos e promover educação de qualidade aos brasileiros.