O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/05/2020

A solução está na educação

A taxa de violência contra professores no Brasil vem crescendo drasticamente nos últimos anos, tendo um aumento de 73% em 2018 se comparado ao ano anterior. É necessário tomar providências para garantir um espaço seguro e produtivo, tanto para o professor quanto para o aluno, onde ambos possam desenvolver uma relação pacífica e de respeito.

A solução para a diminuição das agressões sofridas pelo educador dentro do ambiente escolar não está em programas cívico-militares, mas sim no próprio ensino. O respeito ao docente deve ser ensinado e desenvolvido desde a educação infantil, sendo cultivados também outros valores como a empatia e a tolerância.

Ademais, é importante que o Ministério da Educação torne obrigatório o oferecimento de acompanhamento psicopedagógico aos alunos de todas as idades ou que estabeleça uma rede da qual a escola possa se utilizar para indicar profissionais qualificados a trabalhar com crianças e adolescentes. Além disso, instituir programas de educação socioemocional que estimulem o autocontrole, por exemplo.

Manter o nível de respeito aos docentes seria possível através da valorização destes profissionais, com a realização de palestras e exibição de documentários sobre a educação e o papel do educador na sociedade. Neste meio, faz-se necessário mostrar o impacto que o trabalho dos professores tem nos alunos e em suas habilidades cognitivas e sociais.

A violência em sala de aula está ligada fortemente ao ambiente em que o aluno é criado, sendo que a escola é um reflexo da sociedade. Por isso, as medidas a serem tomadas estão no que pode ser feito pelo estudante enquanto aluno de determinada instituição e como pode ser desenvolvido um respeito pelos seus superiores. Não há sentido na adoção de programas cívico-militares que impõem a disciplina mas não trabalham com o lado emocional e psicológico do aluno. A solução ideal é um trabalho de acompanhamento individual e coletivo pelos professores, coordenadores e psicopedagogos.