O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/05/2020

Na obra cinematográfica ``Escritores da Liberdade´´, uma professora, após aceitar um emprego para lecionar em uma escola de bairro pobre, percebe que a maioria dos alunos, por presenciarem constantes cenas de violência nas ruas e em suas casas, praticam diariamente esses atos entre si. Fora da ficção, nos dias atuais, decorrente da falta de instrução familiar aos jovens brasileiros, aliada  ao precário investimento na educação em regiões necessitadas, o Brasil sofre com o aumento exponencial de casos de violência nos colégios ao redor do país.

Cabe analisar, em primeiro plano, que o comportamento violento alunos provém de uma base familiar instável, haja vista que esse ambiente, por ser o educador principal do jovem, será de vetor resultante no comportamento dos adolescentes. Em virtude disso, quando os educandos são expostos a constantes atos de agressão familiar, estes acabam se tornando hábitos a serem repassados futuramente aos seus colegas.

Por conseguinte, é necessário evidenciar que, segundo dados do jornal Folha de São Paulo, os índices de violência de regiões periféricas apresentam um crescimento 5 vezes maior do que na área central. Esse problema é resultado da escassez de investimento por parte do poder público nas instituições de ensino desses lugares, haja vista que muitos dos brasileiros que residem nesses locais, além de não possuírem uma estrutura familiar adequada e conviverem com a violência cotidiana, não dispõem de meios para educar-se adequadamente e melhorar seu comportamento, como é o caso dos alunos do filme.

Em suma, com o intuito de promover o desenvolvimento de um comportamento adequado dos alunos, é imprescindível que o poder público, mantenedor da ordem, do bem-estar social e do progresso civilizatório, desenvolva, por meio de verbas governamentais, investimentos na educação de regiões periféricas. Somente assim, os jovens brasileiros serão, literalmente, escritores da liberdade e de seus futuros, e não, reféns de uma violência constante, como os do filme.