O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 10/05/2020
Os comportamentos agressivos no ambiente da escola têm se tornado um tema amplamente debatido, com a cada vez mais frequente ocorrência de casos de violência entre os alunos. É absolutamente necessário discutir as razões pelas quais os jovens agem dessa maneira e procurar corrigir o problema com a devida ajuda psicológica, pois este mau comportamento é prejudicial e as raízes dele podem causar consequências a longo prazo.
A Netflix produziu uma série chamada “13 Reasons Why” (“Os Treze Porquês”) que retrata de uma maneira muito impactante a realidade de muitos estudantes. A obra demonstra a forma como crescer em espaços hostis influencia a conduta das crianças e adolescentes, que possuem a família como contato social primário e, portanto, a tomam como inspiração e modelo. Segundo o artigo de Pedro Miguel Lopes de Sousa, “Agressividade em Contexto Escolar”, a maioria dos “bullies” (ou seja, das pessoas que praticam o “bullying”) se encontra em ambiente familiar conflituoso e sofre uma rejeição muito alta da parte dos colegas de escola. Sendo a relação com o próximo uma reflexão das próprias situações sociais e familiares, jovens que não têm um bom exemplo de relacionamento não serão capazes de reproduzi-lo. Dessa forma, é possível compreender que as atitudes violentas possuem uma explicação muito plausível, logo, podem ser evitadas com o auxílio e a proteção corretos.
Além disso, é preciso recordar que, por mais que a escola seja um ambiente de socialização e formação de cidadãos, seu objetivo não é sempre bem atingido e os estudantes, inegavelmente, terminam por sofrer com diferentes formas de pressão. Em um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina, em 2003, cerca de 400 estudantes foram entrevistados e mostrou-se que mais de metade deles sofria de sintomas de estresse e ansiedade, entre eles irritabilidade e mudanças constantes de humor. Essa pressão, no entanto, não vem apenas da escola. Segundo a psicóloga Maria Goreti Betencourt, amigos e família também são uma parte disso, de forma que o adolescente sente, inevitavelmente, que não tem a quem recorrer e precisa tomar decisões depressa em relação a suas vidas pessoal e profissional. A ansiedade e a reflexão de modos violentos podem ser, ambos, combatidos por meio de ajuda capacitada, dando aos alunos uma vida melhor.
Em conclusão, tem-se que os jovens estudantes precisam de uma forma de obter ajuda. Os diretores de colégios podem incluir setores de saúde mental em suas escolas, com a qualificação de psicólogos formados e, portanto, aptos a ouvir e aconselhar. O objetivo da inserção de uma enfermaria psicológica é oferecer aos adolescentes, que passam por tantas dificuldades, uma oportunidade de melhora e confiança, de maneira a enfrentar os problemas corretamente e evitar consequências graves.