O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 13/05/2020

Em 2019, ocorreu um massacre na cidade de Suzano, o qual envolveu estudantes da rede pública de ensino, causando a morte de várias pessoas além de muitas feridas, deixando lacunas no sistema educacional brasileiro. Nesse sentido, o mau comportamento e a agressividade no ambiente escolar vem aumentando a cada ano. Isso ocorre devido à propagação de ideias preconceituosas e, por conseguinte, à “vingança” que a vítima realiza.

Primeiramente, vale salientar que a disseminação de ideias discriminatórias é o “gatilho” para que ocorra atos de violência no âmbito escolar. Sob essa ótica, de acordo com a filósofa brasileira Márcia Tiburi, o preconceito é a defesa do indefensável, visto que o aluno que é o agressor maltrata outro estudante, que por sua vez têm os mesmos direitos que o violentador. No entanto, o pensamento da violência não nasce na escola, mas, na relação familiar, posto que os filhos são reflexo dos pais e quando os responsáveis são preconceituosos, há uma grande chance de os filhos serem, em razão de não estarem com a mente em completo desenvolvimento.

Segundamente, é notório que as vítimas de agressões são promissores agressores. Nessa perspectiva, segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação quando não é libertadora o sonho do oprimido é ser o opressor, isto é, em uma educação onde se abre espaço para que um aluno violente o outro, o que é agredido possivelmente vai agredir outra pessoa, fazendo assim, um ciclo infinito. Além do mais, um sistema educacional que não estimula o senso crítico, está fadado a proporcionar maior probabilidade de violência, já que não os discentes não possuem a capacidade de saber o que é o certo e o que é errado.

Torna-se evidente, portanto, a complexa situação que envolve o mau comportamento no ambiente escolar. Para se combater essa temática, cabe às Secretarias Municipais de Educação do Brasil agrupar as famílias e as escolas, por meio de encontros mensais que vão discutir a situação dos alunos na sala de aula, com direito a especialistas como psicólogos, de forma a manter o diálogo entre os pais e os docentes. Além disso, faz-se necessário que o MEC( Ministério da Educação) desenvolva um sistema educacional crítico, por meio de palestras ministradas por sociólogos e filósofos, afim de que os estudantes discutam sobre a situação do Bullying e da violência na escola. Dessa forma, não será possível a ocorrência de massacres, como em Suzano, possibilitando uma educação mais segura e melhor para todos.