O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 12/05/2020
Os jesuítas que vieram ao Brasil no século XVI foram responsáveis pelo primeiro processo de ensino no qual o respeito e a cooperação foram perpassados ao longo do tempo. Porém, após mais de 500 anos, a realidade das escolas brasileiras é marcada pela agressividade entre alunos e com professores, devido a questões sociais e de cunho familiar.
Em primeira análise, como afirma o filósofo John Locke, o ser humano é como uma folha em branco que vai sendo preenchida de acordo com as experiências vividas. Diante disso, quando a criança cresce em uma conjuntura familiar marcada pelo desrespeito, pela falta de diálogo entre pais e filhos e até pela violência física ou moral, ela reproduz essas atitudes no ambiente escolar. Por consequência, isso gera episódios frequentes de bullying contra colegas e conflitos com professores.
Ademais, o cenário socioeconômico pode moldar o comportamento de jovens, principalmente nas periferias das grandes cidades. Nesse sentido, alguns casos de violência física de educandos contra professores ocorrem em função da situação de vulnerabilidade social em que essas crianças vivem, visto que em algumas áreas carentes, bandidos utilizam a agressão e o uso de armas para atingirem seus objetivos. Logo, os alunos que vivenciam essa realidade, usam os mesmo artifícios dentro das escolas.
Em suma, o mau comportamento de alunos nas redes de ensino é um problema atual e crescente e que necessita de uma solução. Portanto, cabe ao Ministério da Educação implementar nas escolas um sistema de ensino voltado para mitigar a violência, por meio de filmes, oficinas de teatro e atendimento psicológico com profissionais especializados nesse contexto social. A fim de criar um cenário pacífico de aprendizado e com respeito entre alunos e professores, como nos séculos passados.