O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 18/06/2020
A Sociedade Disciplinar de Michel Foucault, caracterizada por instituições, como a escola, vem apresentando falhas e se mostrando vulnerável às consternações sociais. Nesse sentido, o mau comportamento e as manifestações de violência nas entidades educacionais vêm sendo recorrente no Brasil, sobretudo, nas áreas periféricas. Assim, a falta de compromisso da família com a educação dos filhos e a carência de amparo aos desequilíbrios emocionais das crianças e jovens, são fatores determinantes, fazendo-se necessária a intervenção do Poder Público.
Nesse contexto, é essencial evidenciar que a falta de respeito com os mediadores da educação e com os colegas de classe é cada dia mais presente, principalmente, na rede pública de ensino, situação que desconstrói a imagem harmoniosa que havia da relação entre docentes e alunos. A título de ilustração, tem-se o caso do professor Paulo Rafael Procópio, o qual foi agredido a socos por um aluno de 14 anos, após questioná-lo, situação que o fez desistir de lecionar. Sob esse viés, sabe-se que essas atitudes extremistas, se devem, muitas vezes, à falta de compromisso do núcleo familiar com a educação e com a imposição de limites aos filhos, transferindo toda a responsabilidade ao ambiente educacional. Além disso, muitos pais estimulam a agressividade dos filhos desde a mais tenra infância, uma vez que incentivam a rebater a violência da mesma maneira, como um método de vingança que pode ocasionar sérias deformações na formação do indivíduo futuramente e, também, dificulta a assimilação de regras pelo indivíduo.
Em consonância a isso, é imprescindível salientar que é fundamental a percepção acerca dos distúrbios de comportamento, voltados aos transtornos de conduta e à tendência agressiva, seja pela escola, seja pela família, visto que essa pode ser uma forma de chamar a atenção para intempéries vivenciadas e que estão reclusas. Nessa perspectiva, a carência de diálogo entre os pais e os filhos e a falta de suporte emocional contribui, sobremaneira, para o desenvolvimento de atitudes rebeldes e transgressoras ao ambiente escolar. Outrossim, a convivência com a violência em âmbito familiar reflete diretamente na formação de crianças e jovens, os quais passam a considerá-la normal.
À luz dessas considerações, percebe-se a imprescindibilidade de desconstruir esse fenômeno, tendo em vista os transtornos ocasionados para a sociedade. Para isso, cabe a o Ministério da Educação, em sinergia com a Instituição Familiar, promover políticas, por intermédio do desenvolvimento de atividade voltadas para o autocontrole e para gestão de emoções, mediadas por psicopedagogos, no ambiente educacional, bem como trabalhar a disciplina e o respeito em uma relação mútua com o núcleo familiar, com o fito de resgatar a harmonia. Assim, a escola exercerá o seu papel na formação do indivíduo.