O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
Na obra “A Síndrome do Imperador”,o escritor e psicoterapeuta Léo Fraiman faz referência ao relacionamento entre os pais e as crianças,as quais possuem comportamentos agressivos e autoritários ao serem contrariadas.Assim,esses jovens possuem o desenvolvimento social e as relações interpessoais afetadas de forma negativa.Tendo em vista tal panorama,esse livro pode ser associado à realidade do ambiente escolar,no qual a um aumento do mau comportamento e da agressividade dos alunos.
Em primeiro lugar,observa-se o aumento dos casos de bullying nas escolas,públicas e privadas.Conforme o levantamento da Agência Brasil cerca de 29% dos estudantes foram vítimas dessas práticas ofensivas.Dessa forma,o aumento exponencial da agressividade dos alunos embasa atitudes ofensivas e intimidações sistemáticas nas aulas e nos intervalos,direcionada aos estudantes que não se encaixam nos padrões estabelecidos-alto,magro.Nesse contexto,conforme o educador Paulo Freire “Quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é ser o opressor”.Tal máxima pode ser associada aos recorrentes casos de vingança e ao mau comportamento dos alunos nas escolas.A exemplo disso,nota-se o episódio de Medianeira no Paraná,em que um ex aluno que sofreu bullying na escola atirou em dois adolescentes como forma de vingança.
Soma-se a isso a negligência estatal,mediante a falta de investimentos em estruturas adequadas nas escolas não só para segurança dos professores e dos alunos,mas também para o apoio emocional.Dentro dessa lógica,vale ressaltar que esse descaso fomenta o crescente número de casos de violência,física e psicológica,destinada aos professores em sala de aula,em razão das intimidações dos alunos em torno de notas,atividades e provas.Segundo o Sindicato dos Professores 54% dos educadores foram alvos de agressões.Nesse cenário,nota-se que a ausência de apoio emocional e da comunicação no cenário escolar corrobora não só o mau comportamento dos adolescentes,como também a baixa formação adequada e socializadora dos alunos.
Urge,portanto, que o Governo Federal,em ação conjunta com o Ministério da Educação,mediante o repasse de verba,implemente nas escolas,públicas e privadas,no ensino fundamental e no médio,o sexto horário.Isso deve ocorrer a fim de estabelecer discussões,palestras e seminários acerca do mau comportamento e da violência presente nas salas de aula e suas consequências para o formação educacional,além de desenvolver consciência crítica dos alunos.Em adição,é fundamental que o Estado,por meio de reajuste de verba,implemente o acompanhamento psicológico nas escolas.