O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 16/05/2020
A séria Todo Mundo Odeia O Chris, produzida em 2005, retrata o cotidiano de um garoto nos anos 80, no bairro do Brooklyn que, por ser negro, sofre constante bullying e agressões na escola. Não distante da ficção, os atos de violência nas escolas se fazem presentes, cada vez mais, na realidade brasileira. Nesse viés, é indubitável pautar sobre o preconceito nas escolas e, também, sobre a responsabilidade parentar no que tange o comportamento dos alunos.
Em primeiro lugar, vale salientar que, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamado pela ONU em 1948, todos os indivíduos tem o direito à igualdade e respeito. Contudo, na prática, nem todos usufruem dessa igualdade e respeito, uma vez que, ao sofrerem bullying, estão sendo julgados por alguma característica pessoal. Dessa forma, as vítimas do bullying, ao decidirem enfrentar os agressores, utilizam da violência para revidar todo o preconceito sofrido.
Em segundo lugar, somado ao preconceito presente nas escolas, muitos jovens sofrem com a ausência de um lar parental afetivo. De acordo com o Determinismo Lamarckeano, o ambiente modifica o ser. Sendo assim, o mau comportamento dos jovens, como as agressões praticadas por eles, são resultados do ambiente que vivenciam nas suas casas. Por analogia, o filósofo Rousseau afirma: o homem é produto do meio. Desse modo, os jovens agressores são produtos de um meio agressivo.
Portanto, faz-se fundamental o debate sobre o mau comportamento e agressividade de alunos. Diante disso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, como órgãos superiores responsáveis, deve disponibilizar psicólogos, especializados nessa temática, que, por meio de sessões coletivas e individuais com os alunos e com os responsáveis, possam ajudar-los a melhorar a relação em casa, a fim de que o ambiente escolar também sofra mudanças positivas. Logo, as escolas brasileiras irão se distanciar da ficção de Chris.