O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 16/05/2020
Escolas públicas formam criminosos Nos últimos tempos, muito se tem discutido acerca do mau comportamento e da agressividade de alunos no ambiente escolar, de modo a tornar-se perceptível que a exponencial frequência de tais atos é uma problemática persistente entre os brasileiros . Nessa perspectiva, elenca-se a falibilidade familiar e a falta de prioridade do Estado como agentes principais para a persistência dessa mazela. Logo, medidas devem ser tomadas de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
À vista disso, no célebre livro “O Ateneu” de Raul Pompéia, são elucidadas as consequências negativas acarretadas pelo mau comportamento do corpo discente no ambiente escolar público, uma vez que a ficção retrata a rotina de jovens em uma Instituição Escolar brasileira marcada pela violência, a qual torna-se espaço propício para a formação de diversos grupos criminosos. De maneira análoga à obra, a realidade hodierna pouco difere quanto a esse aspecto, sobretudo, no que concerne às consequências desse infortúnio persistentemente presente entre os alunos brasileiros. Nessa ótica, elenca-se a negligência do seio familiar na formação ética do indivíduo como conjuntura favorável à constância desse arquétipo, o qual atua bilateralmente sobre agredido e agressor. Dessa forma, a má instrução moral infantil formula a peça-chave dessa omissão, a qual propaga tal cenário caótico nas escolas do País e reverbera um viés nocivo de inconstância na sociedade.
Ademais, nota-se a falta de prioridade do Estado em prevenir esse problema como ponto culminante para o acarretamento da progressista violência escolar e do gradual aumento de sérios problemas psíquicos na vida dos jovens brasileiros, considerando que a instabilidade emocional causada pela exposição à tal prática degradante pode levá-los a atitudes extremas, como a criação de um intenso sentimento vingativo. A exemplo, pois, do Massacre de Realengo ocorrido no Brasil em 2011, no qual o causador desse horrendo ato o fez devido às exposições violentas sofridas na escola e, mais tarde devolvidas sob forma extrema de violência. Desse modo, o Governo mostra-se relapso frente à problemática por não disseminar medidas fulcrais de combate acerca do contexto abordado.
Portanto, é indubitável a necessidade de ações sinérgicas entre família e Estado, a fim de conter o avanço da violência nas escolas públicas do Brasil. Para tanto, compete ao seio familiar revitalizar seu senso moralizador, com o fito de formar indivíduos éticos e pacíficos. Outrossim, é função perpétua do Governo garantir o funcionamento seguro das escolas públicas do País, por meio do patrulhamento constante feito por seguranças qualificados para atuar nas unidades estudantis, haja vista esse ser o mais coerente meio de combate ao impasse.