O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 16/05/2020
O livro “Rage”, do escritor Stephen King, retrata a história de um adolescente armado que fez de refém a turma em que estudava. Essa obra foi mal interpretada pelos leitores e proibida de ser comercializada, pois estava inspirando jovens a cometerem tal atrocidade. Infelizmente, na realidade brasileira os diversos tipos de violência em âmbito escolar também ocorrem. Certamente, ocasionadas pelo mau planejamento do papel das escolas que em vez de castigar os alunos deveriam ouvir suas aflições, orientá-los e trabalhar com o valor tolerância.
Antes de tudo, vale ressaltar que o caráter rígido no ambiente de educação nunca resultou em bons resultados. Durante o período entre guerras, por exemplo, para consolidar a intolerância perante aos que não eram arianos, Adolf Hitler implantou nos colégios alemães um ensino totalitário voltado para o nazismo, que tinha como base: o preconceito com os diferentes e a punição dos que “saíam da linha”. Dessa forma, as instituições formavam intolerantes e alienados de caráter agressivo, que apoiavam os feitos horrendos do governante.
Inegavelmente, estudar em locais semelhantes em alguns aspectos a esse, cria profunda marcas psicológicas. É evidente que passar por episódios de racismo, homofobia, bullying e sofrer violência física refletem na saúde mental dos que passam por isso sem nenhum tipo de acompanhamento psicológico. Nota-se que muitos suicídios e crimes são feitos por pessoas que passaram por essa situação, pois, assim como disse o sociólogo Karl Marx: “o oprimido tende a se tornar opressor”.
Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir o mau comportamento e a crescente agressividade no ambiente escolar. É fundamental que o Ministério da Educação torne flexível as relações sociais nas escolas. Essa flexibilização ocorreria por meio da contratação de psicólogos para conversar com os estudantes. Ademais, os pais dos alunos seriam orientados sobre os benefícios do acompanhamento psicológico para os filhos e os malefícios que punições autoritárias podem causar. Dessa maneira, aos poucos, cenas como as de “Rage” se tornariam menos frequente na sociedade brasileira.