O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 18/05/2020
A série norte-americana “Everybody Hates Chris” retrata o cotidiano do estudante Chris, negro e de baixa classe social, que sofre diariamente com o preconceito, por conta de seu status socieconômico e sua etnia. Fora da ficção, a realidade não é tão distinta, visto que o mau comportamento e a agressividade dos alunos no ambiente escolar é um desafio a ser superado pela sociedade. Pode-se dizer, então, que não só a falta de diálogo entre escola e família, mas também as consequências do advento do Século XXI são os fatores responsáveis por tal cenário.
Em primeiro plano, é perceptível que escola e família agem separadamente, no que tange a educação dos alunos, logo, distinguindo a função didática de cada uma na vida do jovem. Segundo a Sociologia, essas são as instituições que impõe maior poder coercitivo nos indivíduos que estão inseridos no processo e, consequentemente, os moldam para as mais variadas situações de seu cotidiano. Posto isso, é nítido que a conduta dos educandos brasileiros, tende a permanecer no mesmo patamar, sem grandes mudanças, por conta do insucesso entre esses dois órgãos sociais.
Ademais, é evidente que o modo de vida contemporâneo estabelece padrões ideais a serem seguidos por todos, no entanto a maior parte da população não atingi essa façanha. Nesse sentido, uma prática antiga, porém fundamentada nos dias atuais, se destaca: o bullying, que é praticado das mais variadas formas, principalmente, nas escolas.Tais ações têm como início as brincadeiras, até que cheguem num nível mais elevado, podendo gerar danos morais ou até físicos às vítimas. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 19,8% dos alunos já expuseram seus colegas de turma a alguma situação vexatória. Assim, evidencia-se que o Brasil não trila um bom caminho no aspecto estudantil.
Dado o exposto, infere-se que reformulações conjunturais são necessárias no setor educacional do país. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação (MEC), expoente máximo do ensino brasileiro, estabelecer políticas normativas nas escolas e cobrar maior envolvimento dos familiares na vida estudantil dos alunos. Essa deve ser feita por meio de notificações semanais aos parentes do jovem, que devem atentar-se ao boletim de notas e a conduta do educando , já aquela deve ser executada por meio da introdução de profissionais pedagogos, a fim de ratificar uma maior harmonia entre o aluno e a instituição de ensino. Dessa forma, narrativas como “Everybody Hates Chris”, só serão presenciadas nas telas de tv.