O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 20/05/2020
Segundo o filósofo John Locke, “Todos nascemos como uma tábula rasa”. Evidentemente, a educação, o entorno e o diálogo são importantes no momento de se formar o caráter de uma criança. Contudo, a ausência de disciplina nas instituições de ensino e por parte dos pais podem retardar o combate ao mau comportamento e a agressividade de alunos no ambiente escolar, uma vez que pode gerar problemas maiores futuramente. Além disso, dentre outros fatores, o bullying tornou-se uma prática comum nas escolas, e ele pode ser um dos principais motivadores da mudança de comportamento das crianças e dos adolescentes, corroborando com o retardo da resolução de tal problemática.
A priori, é notório que situações como hiperatividade, conflitos de idade e excesso de energia são comuns entre os jovens. Nesses casos, é dever da própria instituição possuir métodos que lidam com a indisciplina estudantil, a exemplo da advertência, usada para comunicar os pais sobre ocorridos; projetos sociais voluntários, voltados para punir de forma educativa, e, por fim, a suspensão. Vale ressaltar que, de acordo com a Lei da Palmada, no Brasil, é proibido qualquer castigo físico ou ato de crueldade contra crianças e adolescentes. Desta forma, os pais também devem tomar medidas para educar seus filhos, como as socioeducativas, pois não devem ser permissivos diante de atitudes rebeldes.
Por conseguinte, em 20 de Abril, de 1999, o bullying sofrido por dois jovens estadunidenses levou-os a cometer um massacre em sua escola, a Columbine High School, e, posteriormente, ambos cometeram suicídio. No Brasil, o ECA prevê que menores que cometem atos de violência ou graves ameaças estão sujeitos à cadeia pública, e, se necessário, internação em unidades de ressocialização. Por meio disto, nenhum ato que viole o corpo discente e docente sai impune, pois, tanto as regras institucionais quanto o ECA desenvolvem papel fundamental para que haja uma reflexão por parte do jovem sobre suas atitudes, evitando que cenários extremos, como o de Columbine, aconteçam.
Conclui-se, portanto, que o mau comportamento e a agressividade dos jovens nas escolas é um imbróglio à ser combatido. Faz-se imperativo que a mídia, aliada aos profissionais da saúde, busquem promover campanhas que informem a população sobre os perigos que as formas de discriminação social e a falta de suporte familiar podem acarretar ao jovem. Desta maneira, crianças e adolescentes terão meios que ajudem-os a enfrentar tais situações, bem como os autores sejam punidos. Além disso, instituições de ensino, junto a família, criem projetos que envolvam palestras, seminários e debates para a comunidade sobre as formas de violência nas escolas, suas causas e prevenções, com o intuito de tornar o diálogo a melhor forma de resolver tal problemática. Sendo assim, espera-se que haja diminuição de casos de violência e desrespeito no ambiente escolar e cenários extremos sejam devidamente evitados.