O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 24/05/2020

O filme “Gênio Indomável” ganhador do “Oscar” como o melhor roteiro original em 1998, narra a história de um rapaz talentoso em matemática, mas muito indisciplinado e impulsivo que foi resgatado por um professor e um psicólogo por acreditarem no seu potencial. Essa narrativa pode ser transposta à realidade das escolas brasileiras que sofrem com aumento do mau comportamento e a agressividade dos alunos. Diante disso, cabe análise das causas, consequências e possível solução.

Em primeiro lugar, é importante evidenciar o porquê da descortesia e hostilidade dos alunos entre seus pares e professores. De acordo com o médico brasileiro, Içami Tiba, “a ausência de limites na educação familiar fecunda consequências desastrosas, produzindo crianças indisciplinadas, agressiva e inseguras". Vê-se, desse modo, que a origem do problema não está na criança em si, mas na forma excessivamente tolerante que são criadas. Esses pais, geralmente muito ocupados, buscam compensar suas ausências sendo permissivos e submissos aos desejos dos filhos. Esse desregramento na formação dentro de casa gera, consequentemente, conflito nas escolas porque lá eles encontrarão colegas detentores do mesmo egocentrismo.

Em segundo lugar, vale ressaltar que tal comportamento provoca perturbação no ambiente escolar que muitas vezes termina em episódios de violência. Sobre o tema, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) revela que 54% dos professores já sofreram algum tipo de violência nas escolas, especialmente por alunos que não aceitam limites. Percebe-se, à vista disso, que o Brasil sofre de uma crise sistêmica na educação que se inicia na incompetência dos pais que confundem amor com permissividade. Destarte, produz-se uma geração de egoístas rebeldes.       Depreende-se, portanto, que o aumento do mau comportamento e a agressividade dos alunos nas escolas tem como causa primeira a criação inconsequente dos pais. Logo, faz-se necessário atacar na causa, ou seja, envolvê-los no processo de educação do alunato. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) deve desenvolver videoaulas a serem ministradas para os pais e corpo docente. Elas serão elaboradas por pedagogos e psicólogos, pois terão a finalidade de preparar os responsáveis a conduzir a formação emocional da criança para que elas aprendam a conviver no ambiente coletivo como parte integrante do todo. Dessa forma, estimula-se a percepção de que ela é igual e tem os mesmos direitos das demais. As aulas terão de 20 minutos de duração e serão interativas. Espera-se, com isso, a promoção da harmonia em sala de aula, respeito mútuo entre todos os agentes e, por fim, o resgate dos alunos com desequilíbrio emocional.