O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/05/2020
Na obra " A República", Platão demonstrou uma alegoria sobre homens presos em uma caverna, os quais conseguiam enxergar apenas as sombras dos elementos externos, ou seja, não compreendiam os fatos de forma objetiva. Nessa lógica, é necessário analisar o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, com a finalidade de a sociedade atual não reverberar o mito da caverna de Platão no tecido social, referente a essa questão. Dessa forma, evidencia que tais modos desses estudantes é fomentado pelo sistema educacional brasileiro, além de notificar que esse emblema é parte integrante da violência urbana.
A princípio, o pedagogo Paulo Freire explicitou a necessidade de ler o mundo do indivíduo. Nessa perspectiva, é preciso entender o contexto com o qual o aluno da escola púbica de comportamento agressivo está submetido, por exemplo. Dessa maneira, nota-se certamente uma ambiente, majoritariamente, não propício ao desenvolvimento intelectual do estudante, seja pela infra-estrutura das escolas, seja pela falta de motivação dos alunos e dos professores. À vista disso, percebe-se, a partir dessa leitura, um sistema educacional que, notadamente, é propício para o crescente comportamento reprovável dos alunos.
Outrossim, a violência é uma mazela social que permeia a conjuntura brasileira. Desse modo, é possível perceber que os casos de violência envolvendo jovens e adolescentes, no Brasil, crescem de forma significativa, como consta dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Edgar Morin, sociólogo francês, por sua vez, salientou, por meio da holística, que não há como analisar a parte de forma seccionada do todo, ou seja, é necessário entender a parte como integrante de um todo maior. Nesse sentido, é possível afirmar que o mau comportamento e a agressividade crescente dos estudantes nas escolas estão relacionados com a violência urbana no seio social.
Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação realize palestras, sobre a violência nas escolas, destinadas ao Poder Executivo. Para isso, é fundamental convidar cientistas sociais para esclarecerem, por meio de dados estatísticos, que essa questão está relacionada com a conjuntura do sistema educacional e da violência urbana. Assim, essa esfera do poder, munida desse conhecimento, desenvolva programas sociais que venham a melhorar a estrutura das escolas, qualificação dos docente, como também medidas coercitivas para os alunos violentos. Ademais, para que medida de intervenção seja efetivada, é necessário incluir tais programas na Lei Orçamentaria Anual. Feito isso, atenuar-se-á esse emblema no tecido social brasileiro.