O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 23/05/2020
Segundo o filósofo alemão Émile Durkheim, a educação insere o indivíduo na sociedade, e a escola participa do processo de socialização e formação do sujeito, reforçando o papel essencial de tal instituição. Porém, vê-se uma desvirtuação da função educativa das escolas quando testemunha-se, diariamente, a multiplicação e o aumento da intensidade de comportamentos agressivos e transgressores dos jovens nesses ambientes de ensino, como os casos de bullying entre os alunos e práticas violentas para com os professores. Portanto, analisando a gravidade que essas ações representam para a sociedade em geral, o mau comportamento e a agressividade crescente de estudantes nas escolas devem ser veementemente combatidos.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que tais condutas temerárias pelos alunos refletem problemas sociais e propagam preconceitos. Nesse sentido, é pertinente citar a psiquiatra brasileira Ana Beatriz Barbosa, quando alerta que a violência nas instituições de aprendizado expõe a intolerância às diferenças e dissemina prejulgamentos e covardia nas relações interpessoais. A partir disso, deduz-se, então, que caso não haja o devido enfreamento de atitudes violentas nesse âmbito, haverá nele uma perpetuação de preconceitos e discursos de ódio, o que não ajudará no processo de formação dos estudantes e ameaçará o respeito e boa convivência entre eles, contrariando o objetivo principal de tais locais de conhecimento.
Em segundo lugar, vale salientar que os comportamentos em questão trazem riscos ao bem-estar dos próprios alunos e dos docentes. Comprovando isso, tem-se o caso, ocorrido em Belo Horizonte, do professor Marco Antônio, que foi agredido por um aluno da instituição escolar em que trabalha - por ter o repreendido diante de uma infração - e teve de obter licença médica para realizar seu tratamento. Diante de tal situação, percebe-se o perigo iminente de atitudes antiéticas nas escolas para a saúde daqueles que mais são importantes nas ações educativas, botando em risco o bom funcionamento das instituições de ensino e, consequentemente, o futuro de estudantes e educadores.
Por conseguinte, deve-se tomar medidas efetivas que visem coibir violências cometidas por alunos nas escolas. Para tanto, cabe à família desenvolver um olhar mais atento, dentro de casa, para as atitudes desses jovens que manifestam um comportamento problemático, sejam os que agem agressivamente ou passivamente. Isso pode ser feito por meio do estimulo ao diálogo, escuta atenta e empática e implementação de regras na rotina familiar. A participação das escolas, ainda dialogando com a família, em assistir tais alunos também é essencial, mediante assistência psicológica com profissionais. Dessa maneira, ter-se-á um ambiente escolar muito mais saudável e produtivo.