O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 31/05/2020
No filme “O substituto”, é retratado uma escola periférica conflituosa, cujo corpo social caracteriza-se pela extrema violência. Fora do parâmetro ficcional, no entanto, isso é uma realidade no Brasil, onde a agressividade crescente dos alunos no meio escolar é marcante. Nesse sentido, não há dúvidas de que o descaso governamental na segurança das escolas e a sociedade violenta servem com impulsionadores da problemática.
Precipuamente, é importante destacar o descaso do Governo, em relação à segurança nas instituições educacionais, como um fator que contribui para a violência. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupa a liderança no ranking de países com maiores índices de agressões em sala de aula.Tal dado corrobora a necessidade de políticas para reverter esse placar hodierno.
Outrossim, a sociedade violenta brasileira habitua os novos indivíduos a agirem de igual proporção. Consoante o sociólogo francês Émile Durkheim, a natureza humana é construída pelo meio social que a rodeia. Nessa perspectiva, uma população agressiva gerará descendentes com características proporcionais. Desse modo, urge para que sejam tomadas atitudes para resolver esse problema.
Faz-se necessário, assim, que o Governo libere verbas para que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério da Cultura e secretarias municipais e estaduais de educação, promova palestras contra a violência nas escolas e crie projetos educacionais. Além disso, torna-se fulcral o investimento na segurança escolar com guardas e visita policial de rotina. Com isso, concretiza-se a obra cinematográfica “O substituto” apenas como uma ficção.