O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 27/05/2020

Segundo o sociólogo Durkheim, a anomia é uma condição social em que há ausência de normas que sirvam para regular e limitar o comportamento, podendo levar um indivíduo ou grupo de pessoas a uma situação caótica. Analogamente, a anomia se assemelha ao atual cenário brasileiro, à medida que a falta de políticas públicas, que assegurem o acompanhamento psicológico aos alunos, em conjunto com a falta de entidades responsáveis por reeducar e monitorar potenciais agressores, vem contribuindo para o mau comportamento e agressividade crescente no ambiente escolar.

Em primeira análise, cabe avaliar a necessidade de auxílio psicológico nas escolas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 19,8% dos alunos já expuseram algum colega a uma situação humilhante. Essa pesquisa, em consonância com o pensamento do filósofo Immanuel Kant, " o ser humano é aquilo que a educação faz dele", expõe sobre a grande possibilidade de um aluno passar a agir de maneira violenta devido aos estímulos agressivos que obteve no seu local de aprendizado. Desse modo, a ausência de acompanhamento psicológico para acompanhar e tratar essas pessoas, está deixando um caminho livre para esse modo nocivo de agir.

Por conseguinte, a violência tem crescido de forma expressiva nas escolas. No entanto, não há um órgão ou indivíduo responsável por reeducar e monitorar estudantes propensos a tais atitudes. Consoante a uma reportagem do jornal O Tempo, um professor foi agredido, inesperadamente, dentro da escola ao repreender um aluno. Esse comportamento reafirma a necessidade de antecipar possíveis situações semelhantes, por meio da reeducação e monitoria desses jovens.

Diante de tal contexto, faz-se mister salientar a importância de cuidar da saúde mental dos jovens brasileiros. Assim sendo, o Ministério da Educação (MEC) deve adicionar nas escolas um setor responsável pelo acompanhamento psicológico, por meio da inclusão de profissionais capacitados para tratar estudantes com tendências nocivas e evitar que chegue ao ponto da violência física, a fim de amenizar o crescente cenário de agressividade no ambiente escolar.