O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 03/06/2020

A aluna Malala sofreu um ataque violento de grupos paquistaneses por ir à escola e comoveu o mundo ao enfrentar a regra radical de proibição de educação para meninas. Tal restrição não existe no Brasil, mas o direito à educação é limitado cada vez mais com o crescente mau comportamento e agressividade no ambiente escolar causados por problemas estruturais. Dessa forma, medidas são necessárias para combater essa característica das escolas brasileiras.

Em primeiro lugar, é preciso analisar a origem da violência. De acordo com Zygmunt Bauman e o conceito de “Modernidade Líquida”, vivemos em um mundo pautado pela superficialidade das relações. Isso fica evidente com a forma rasa na qual os pais acompanham a vida acadêmica dos filhos, o que abre margem para as agressões ocorridas nas instituições de ensino e a escalada de maus comportamentos, visto que ao chegar em casa a punição escolar não tem nenhuma consequência. Sendo assim, a ação conjunta de famílias e escolas é essencial para acabar com o ciclo de violência nos colégios.

O problema, porém, está longe de ter solução, pois a ineficiência governamental é uma máxima. De acordo com os dados do Governo do Estado de São Paulo, em média dois professores são agredidos por dia. Embora haja projetos que visam coibir tal realidade como a militarização das escolas, eles não conseguem alcançar a maioria das instituições. Dessa  maneira, ampliar as ações do governo é primordial para uma eficiente queda da hostilidade discente no ambiente escolar.

Fica claro, portanto, que a problemática da má conduta e a agressividade de estudantes nas salas de aulas precisa ter fim. Nesse sentido, os pais podem aumentar a participação na vida escolar dos filhos voluntariando-se para ajudar a monitorar as salas de aulas deles, a fim de que as penalidades dos episódios de hostilidade perpassem o muro das instituições de ensino. Além disso, o Ministério da Educação deve aumentar investimentos em projetos que unam Estados e Municípios no combate à violência estudantil dos colégios, com o objetivo de aumentar o alcance e com isso, o sucesso deles. Assim, a hostilidade dos alunos nos liceus será contida e as limitações no direito à educação ficarão restritas a ambientes radicais como da aluna Malala.