O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 08/06/2020

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em sua obra “Memórias Póstumas”, que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria. De maneira análoga a isso, o mau comportamento e agressividade crescente de alunos no ambiente escolas. Nesse primas, destacam-se dois aspectos importantes: O alto índice de professores agredidos e a falta de medidas contra alunos agressores.

Sob um primeiro viés, deve-se destacar o alto índice de professores agredidos, número que de maneira indubitável cresce hodiernamente no Brasil. Desse modo, segundo dados do APEO - Sindicato dos Professores - cerca de dois educadores são agredidos fisicamente todos os dias, sem mencionar as agressões verbais e intimidações grosseiras, este significante número coloca o Brasil como o país que mais agride professores no mundo. Dessa forma, é incontestável a persistência nas agressões contra educadores, cenário absurdo de uma educação em crise.

Ainda, pode-se pontuar a falta de medidas contra alunos agressivos, problema que abala a saúde mental dos profissionais agredidos e os coloca a mercê de um novo ataque. Consoante a isso, o pensamento do Ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela “A segurança só para alguns é, de fato, insegurança para todos.”. Sendo assim, deve-se prezar sempre pela busca do bem estar e  da segurança de todos, e não perpetuar um cenário de agressão desenfreada, que está a cada dia abalando e desmotivando mais profissionais.

Como resultado, se faz urge a necessidade de medidas que venham a conter o mau comportamento e agressividade no ambiente escolar. Por conseguinte, sabe ao Ministério da Educação juntamente com a Secretária Municipal de Educação, a implementação de um fundo monetário com o foco de proporcionar auxilio psicológico e físicos para educadores que passaram por essa experiencia nefasta, além de implementação de leis mais rígidas sobre o autor do crime, como reclusão domiciliar acompanhada e desembolsar subsídios para compor o fundo de tratamento de vitimas, a fim de proporcionar a todos o direito de se sentirem seguros e mormente, a recuperação da vontade de educar. Somente assim, a sociedade brasileira poderá caminhar para o desenvolvimento educacional.